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terça-feira, 21 de julho de 2009

Exterminador do Futuro, A Salvação


No ano de 2018, a Skynet está capturando seres humanos. John Connor é o responsável pela resistência humana na guerra contra as máquinas.

Para homenagear os fãs, quando Rocky Balboa chegou aos cinemas foram usados trechos dos filmes anteriores como flashback. Apenas Rocky V (1990), considerado o pior da franquia, ficou de fora. Em O Exterminador do Futuro: A Salvação (Terminator Salvation) acontece um fenômeno semelhante: o terceiro longa é considerado o mais fraco e não precisa ser assistido para a compreensão do novo episódio. Os elementos dele não são usados como referência nessa aventura. Já em relação aos outros dois, há falas, músicas e até objetos de cena que fazem alusão às outras peripécias do clã Connor.

Como o protagonista, Christian Bale parece estar tentando copiar os passos de Harrison Ford nas décadas de 1970 e 1980. Nesse período, Ford tinha dois papéis nos cinemas que são venerados pelos nerds: Han Solo, na saga original de Star Wars, e Rick Deckard, de Blade Runner (1982). Já o Bale do século 21 é o intérprete de Batman e John Connor. Mas enquanto Solo é muito mais carismático do que Skywalker, Bale tem uma sina mais triste. Em ambas as produções, a presença dele é ofuscada por um ator que rouba a cena. Em Cavaleiro das Trevas Heath Ledger é o memorável Coringa, e em Exterminador 4 quem se sai melhor é Sam Worthington (Morte Súbita), no papel de Marcus Wright.

Para quem está interessado na ação, o filme é um banquete. Sequências de perseguição, tiroteio e lutas cheias de adrenalina são o presente para os mais empolgados. Os efeitos visuais funcionam bem e não transformam o espetáculo em videogame.

O calcanhar de Aquiles de Exterminador 4 é a cena final. O desfecho parece ter sido tirado de uma redação de sexta série. Para o bem dos fãs, o que é construído nos primeiros 90% do enredo é tão bom que o final não estraga por completo a experiência.

Trailer do Filme

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Título Original: Terminator Salvation
Gênero: Ação / Ficção Científica
Tempo de Duração: 130 min
Ano de Lançamento: 2009
Qualidade: DDC
Formato: Rmvb
Áudio: Inglês
Legenda: Português
Tamanho: 398 mb

domingo, 19 de julho de 2009

Estranhos Prazeres(Strange Days)


Há alguns filmes cujo sucesso, ou falta dele, é um verdadeiro enigma. O thriller sci-fi “Estranhos Prazeres” (Strange Days, EUA, 1995) se encaixa perfeitamente no segundo caso. Elaborado a partir de uma premissa inteligente, com ótima trilha sonora, boas atuações e uma cinematografia arrojada, o longa-metragem dirigido por Kathryn Bigelow foi um fracasso de bilheteria nos EUA e, apesar de ter influenciado produções vindouras do mesmo filão – inclusive “Matrix” – jamais alcançou boa repercussão, nem mesmo entre os ciclos de cinéfilos especializados em redescobrir boas obras que passaram em branco pelos cinemas.

O nome por trás de “Estranhos Prazeres” é o do diretor e produtor James Cameron. Ele escreveu o roteiro do longa-metragem inspirado nos levantes populares de 1992, em Los Angeles. Para quem não lembra, multidões de afro-americanos destruíram lojas e realizaram saques na cidade norte-americana, depois da divulgação de uma fita de vídeo que mostrava policiais da cidade espancando um jovem negro. Cameron elaborou uma versão ficcional do caso, misturou-a aos então populares relatos sobre o bug do milênio (esperava-se uma pane generalizada de computadores na virada de 1999 para 2000, o que acabou não acontecendo) e criou uma autêntica narrativa cyberpunk.

No filme, Lenny (Ralph Fiennes) é um ex-policial que ganha a vida vendendo uma nova droga proibida por lei: pequenos discos digitais contendo gravações das ondas cerebrais de pessoas passando por experiências radicais. Acoplados a um aparelho especial, os tais discos fazem os usuários sentir todas as sensações e emoções de quem viveu aquela situação real. A trama é disparada depois que Lenny recebe um disco que contém imagens potencialmente explosivas. Ele passa a ser perseguido, e ainda tem que lidar com a ex-namorada por quem é apaixonado (Juliette Lewis) e com o roqueiro violento que está saindo com ela (Michael Wincott). Para resolver o caso, Lenny conta apenas com a ajuda de dois amigos, um detetive (Tom Sizemore) e uma agente de segurança (Angela Bassettt).

Embora recorra a clichês do gênero, especialmente no terceiro ato, “Estranhos Prazeres” se beneficia do excelente elenco e do trabalho minucioso na área visual. A fotografia é sensacional, com destaque para as seqüências subjetivas, em que a câmera – um aparelho construído especialmente para o filme – assume o ponto de vista de quem está usando o disco-droga. Também é ótima a ambientação futurista-distópica, reembalada de “Blade Runner” (1982) e que influenciou decisivamente thrillers futuristas como “Minority Report” e “Matrix”. Por fim, a trilha sonora, com canções de Tricky e PJ Harvey (cantada no filme por Juliette Lewis), é outro destaque.

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Título Original: Strange Days
Gênero: Ficção Científica
Tempo de Duração: 145 min
Ano de Lançamento: 1995
Qualidade: DVDRip
Formato: Rmvb (RAR)
Áudio: Inglês
Legenda: Português
Tamanho: 479 mb

Força Sinistra(Life Force)


O cineasta Tobe Hooper ficou famoso por ter realizado os clássicos O Massacre da Serra elétrica e Poltergeist, e depois ter se afundado num abismo de filmes ruins, do qual nunca conseguiu se reerguer. Mas muita gente se esquece que antes de mergulhar na lama ele fez outro filme memorável: Força Sinistra (1985), que no início dos anos 90 era um dos recordistas de reprises na rede globo.

No filme, um grupo de astronautas vai ao espaço numa expedição para explorar o Cometa Halley. Ao chegarem próximos do cometa, o radar detecta uma nave gigantesca no rastro do corpo estelar. Intrigados, os astronautas resolvem penetrar na nave, e acham em seu interior vários invólucros com corpos de aparência humanóide. Para fins de estudo, eles levam três dos invólucros para sua nave, incluindo um que contêm uma linda “mulher” em seu interior.Alguns dias depois, a nave perde contato com a Terra, que resolve enviar outra expedição para ver o que aconteceu. Chegando lá, os novos astronautas acham todos os tripulantes mortos e os invólucros intactos. Eles os levam para a Terra, onde a mulher passa por uma série e exames e avaliações, que acabam não revelando muita coisa. Depois de dias de pesquisa, a mulher acorda repentinamente e começa a sugar a energia vital de todos ao seu redor, transformando-os em vampiros de energia.

Original mistura de terror e ficção científica, o filme é um dos melhores dos anos 80. Ao apresentar uma nova versão do mito do vampiro, o filme fugiu dos clichês desse popular subgênero do horror e se tornou um cult. Contando com excelentes efeitos especiais para a época, e bom elenco, o filme surpreendeu ao se tornar um grande fracasso de bilheteria na época de seu lançamento. Aparentemente, o público o achou estranho demais...

Um dos destaques do filme é a envolvente narrativa lenta e misteriosa, que lembra os clássicos do terror e da ficção científica dos anos 50, como “Vampiros de Almas” e “A Bolha assassina”.

Indicado principalmente para fãs de terror e ficção científica, “Força Sinistra” é entretenimento garantido.

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Título Original: Lifeforce
Gênero: Terror / Ficção Científica
Tempo de Duração: 116 min
Ano de Lançamento: 1985
Qualidade: DVDRip
Formato: Rmvb (RAR)
Áudio: Inglês
Legenda: Português
Tamanho: 402 mb


terça-feira, 14 de julho de 2009

Invasores de Corpos


Com certeza a história deste filme exerce algum tipo de magnetismo sobre o público americano. De outra maneira, como explicar que a mesma história (originalmente um filme B) já tenha sido refilmado mais duas vezes, sem que as versões anteriores tenham sido grandes estouros de bilheteria? Foram bem, mas nada que justificasse tanto alvoroço.

Nesta segunda versão (a primeira é de 56, dirigida por Don Siegel; e a terceira é de 94, estrelando Forest Whitaker e Gabrielle Anwar), Donald Sutherland interpreta Matthew, um inspetor do Departamento de Saúde obcecado por seu trabalho e interessado em uma de suas assistentes, Elizabeth. Até que, certo dia, a moça revela estar preocupada com seu marido, um dentista, que mudou radicalmente de comportamento. De acordo com Elizabeth, seu marido não é mais o mesmo, e passou a andar com um grupo de pessoas cujo comportamento é igualmente estranho.

Porém, Matthew não dá a devida atenção à moça. Isso até que um outro conhecido lhe faz uma confidência semelhante: sua esposa também anda agindo de modo estranho. E o que parecia ser um fato isolado se torna comum: várias pessoas começam a estranhar o comportamento de seus respectivos companheiros. O primeiro a notar esta estranha `epidemia` é o psiquiatra David Kibner (interpretado por Leonard `Sr. Spock` Nimoy), amigo de Matthew.

Logo os heróis descobrem que algo de muito estranho anda acontecendo: as pessoas da cidade estão sendo gradualmente substituídas por uma espécie de `clone`, e ninguém sabe como nem porquê. Até que Matthew e seus companheiros passam a ser perseguidos pelos sinistros `invasores de corpos` e a caçada tem início.

Esta história, aparentemente ingênua, pode ser interpretada de várias maneiras possíveis (e foi): como crítica velada ao McCarthysmo; como representação da paranóia americana com relação à `ameaça` comunista; e, na versão mais recente, como uma referência à AIDS. Mas nada disso interessa: o que importa é que esta versão de Os Invasores de Corpo é tensa e bem-realizada (eu ainda não tive o prazer de ver a versão original, de 56, mas não acredito que este filme fique devendo muito a ela).

Donald Sutherland cria um Matthew frenético, que acredita que seu trabalho é o mais importante do mundo. Ele age como se o fato de um restaurante ter ou não fezes de rato na comida fosse capaz de mudar o destino da humanidade. Suas investigações são dignas de qualquer Sherlock Homes ou Hercule Poirot. Ele é, em suma, um homem que ama o que faz. Leonard Nimoy, ainda na fase pré-Jornada nas Estrelas (a série de cinema, obviamente, e não a da tevê), empresta todo o seu talento ao personagem mais ambíguo da trama, a quem o público não sabe se devota sua confiança ou suas suspeitas. Quanto a Jeff Goldblum... bem, basta dizer que ele já era Jeff Goldblum, com todos os seus tiques característicos de interpretação. Os demais atores estão corretos, e só isso.

Uma das falhas do filme é, curiosamente, entrar rápido demais na trama. Logo de cara Elizabeth percebe que seu marido não é mais o mesmo, e isso soa um pouco forçado. Será que não se pode ter um comportamento ligeiramente diferente do usual sem que alguém pense que não somos mais os mesmos? Fora isso, o filme lida bem com sua historinha despretensiosa.

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Titulo Original: Invasion of the body snatchers
Gênero: Ficção Científica
Tempo de Duração: 115 minutos
Ano de Lançamento (EUA): 1978
Formato: Rmvb
Legenda: Portugues

sexta-feira, 10 de julho de 2009

Fenda no Tempo(The Langoliers)


Stephen King é o autor literário mais adaptado para o cinema do século XX. Durante pelo menos três décadas (1970, 80 e 90), dezenas de livros e contos dele foram transformados em filmes pelos estúdios de Hollywood, com qualidade variável. Fanáticos pelos romances de King, contudo, têm a tendência de considerar a maior parte das produções insatisfatória. A razão é prosaica: adaptações literárias quase sempre implicam em reduções, simplificações e alterações, enquanto o leitor médio do escritor tende a considerar perfeito quase tudo o que ele escreve. Foi por isso que o próprio King passou a preferir, em meados dos anos 1990, a transformação de seus livros em minisséries de televisão, ao invés de filmes em longa-metragem.

Com mais tempo de tela, os seriados tinham como manter porções maiores da criação original de King. Já um filme dificilmente ultrapassa as três horas de duração. Foi por isso que o seriado “A Dança da Morte” (1994), com seis horas de duração, se transformou numa das adaptações favoritas dos fanáticos pela obra de Stephen King. O sucesso trouxe a reboque diversas outras séries, quase sempre com a colaboração direta do escritor. Este é o caso da claustrofóbica “Fenda no Tempo” (The Langoliers, EUA, 1995), série que começa muito bem e termina muito mal, construída sobre um dos cenários mais intrigantes a sair da mente fértil de King. O romancista até faz uma ponta no telefilme, embora não tenha tido participação direta no roteiro.

A história mostra um grupo de dez passageiros de um vôo doméstico, nos Estados Unidos, que acorda no meio da viagem e descobre que todos os outros passageiros e tripulantes desapareceram misteriosamente, deixando para trás apenas objetos pessoais, como relógios, perucas, dentaduras e pinos cirúrgicos. Para piorar, a comunicação com o exterior é nula, e não é possível ver nem mesmo as luzes das cidades que o avião sobrevoa. Sem conseguir entender os dois fatos associados (uma guerra nuclear poderia ser a resposta para a ausência das metrópoles, mas não explicaria o desaparecimento dos passageiros ausentes), resta aos sobreviventes tentar pousar o avião e tentar entender o quadro completo, se é que isto é possível.

O melhor de “Fenda no Tempo” está no primeiro ato. Extremamente claustrofóbica (porque filmado quase inteiramente dentro de um avião) e angustiante, a trama gera interesse porque funde conceitos sedutores, bastante explorados pela cultura pop – viagens no tempo, apocalipse nuclear, realidades alternativas – em uma história original e inventiva, povoada por um grupo interessante de personagens. Há um piloto traumatizado pela morte da esposa (David Morse), um executivo estressado pela perda de milhões de dólares em ações (Bronson Pinchot) e um irlandês agressivo de passado violento e misterioso (Mark Lindsay Chapman). Como nem tudo é perfeito, há também os personagens melodramáticos e chatinhos que King sempre gosta de incluir nos livros que escreve, e eles incluem uma menina cega com dotes de vidente e uma professora balzaquiana a caminho de encontrar o primeiro pretendente dos últimos 20 anos.

De todos eles, o personagem mais importante acaba sendo o escritor de romances populares (Dean Stockwell), obviamente baseado no próprio King. Embora não participe da ação física, é ele quem utiliza o princípio da dedução, de maneira a ir descobrindo pouco a pouco o contexto fantástico da jornada empreendida pelos passageiros do vôo desgarrado da realidade. Sem ele, não seria possível entender o cenário completo. Aqui, Stephen King também recorre a uma fórmula bem conhecida de seus leitores: cada personagem tem pelo menos um momento de protagonista, de “salvador da pátria”, em que se torna fundamental para o inevitável final feliz. Este elemento, associado ao já conhecido sistema de punições morais típico da obra de King (quem cometeu mais erros no passado sempre ganha punições maiores), ameaça de tempos em tempos afundar o filme no melodrama mais deslavado.

A direção do cineasta Tom Holland (que fez pelo menos um sucesso juvenil nos anos 1980, o misto de horror e comédia “A Hora do Espanto”) é correta, e ele leva o mérito de ter conseguido manter toda a ação em apenas dois cenários – o avião e um aeroporto abandonado – o que acentua a tensão da narrativa. Apesar dos acertos, porém, os efeitos especiais patéticos que surgem no terceiro ato, perto do clímax, ameaçam seriamente a credibilidade da produção. Provavelmente sem dinheiro no orçamento, Holland não tem pudor de pôr animações em 2D (ou seja, desenhos animados feitos com caneta e papel) para contracenar com os atores, criando um híbrido deslocado que ficaria bem em um filme B de Zé do Caixão, mas acaba soando constrangedor em uma minissérie que se leva muito a sério. É como água e óleo, que nunca se misturam. Apesar do senão, a fidelidade canina ao texto de King e o bom primeiro ato garantem a diversão.

Trailer do Filme

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Título Original: The Langoliers
Gênero: Ficção Cientifica
Qualidade: DVDRip
Formato: Rmvb
Áudio: Inglês
Legenda: Português

sexta-feira, 3 de julho de 2009

O Enigma do Outro Mundo(The Thing)


Imagine a seguinte situação: você e mais onze homens em uma estação de pesquisas na Antártida, totalmente isolados do mundo. Nisso, aparece um organismo alienígena, cujo menor contato pode dominar uma pessoa e a assimilar completamente, e como é uma cópia perfeita da pessoa, esse organismo pode matar, se nutrir e se proliferar livremente. Você seria capaz de confiar em alguém? De ficar sozinho com alguém?

Pois essa é a essência de The Thing (Enigma do Outro Mundo). Um filme do mestre John Carpenter, um cineasta que nos anos 70 e 80 produzia filmes capazes de mexer com qualquer pessoa. The Thing é um filme claustrofóbico e paranóico. Um verdadeiro clássico do horror/ficção.

O filme começa mostrando uma nave espacial caindo na Terra, mais precisamente na Antártida. Essa nave passa cerca de 100 mil anos enterrada na gelo, até ser descoberta por um grupo de pesquisadores noruegueses. As seqüências a seguir mostram um helicóptero perseguindo um cachorro, tentando o matar a todo custo, chegando inclusive a atirar nos pesquisadores de outra estação de pesquisa, dessa vez americana.

Em um ato de defesa, os noruegueses são mortos pelos americanos e o cão, recolhido a um canil, junto a outros cães. Para tentar entender o motivo da insanidade dos noruegueses, os pesquisadores americanos partem em busca de pistas na estação norueguesa, e lá, através de relatos gravados em fitas cassetes, acabam descobrindo que a situação é extremamente mais complicada do que haviam imaginado.

A partir daí o filme é uma seqüência de discussões, brigas, mortes e sangue jorrando aos litros. 12 pesquisadores que vão morrendo um a um. Como saber quem está ou não infectado? Em quem confiar?

Apesar de ter fracassado nas bilheterias no mundo inteiro, esse filme é considerado um clássico da ficção. Pois mesmo sendo feito numa época que praticamente inexistiam efeitos especiais, ele possui cenas de que põem muitas feitas no computador hoje em dia no chinelo. Realistas ao extremo. Obra de um excelente trabalho de maquiagem e robótica.

Mas, como nada é perfeito, o roteiro possui algumas brechas. Como a total falta de sensatez dos americanos, que acolhem um animal que estava sendo perseguido sem o estudar melhor. Tal situação exigiria no mínimo uma quarentena. Ou o fato de um dos infectados em pouco tempo e com restos de material, conseguir montar uma estrutura de nave espacial. São pequenos detalhes que não chegam a estragar a diversão, mas se recebessem uma maior atenção, certamente abrilhantariam a película, tornando-a ainda mais prazerosa.

Se você ainda não viu, ou não se lembra, o DVD é altamente recomendado. Assista ao filme e duvido que não se impressionará com algumas cenas. Entre as de maior destaque estão a carnificina no canil, o teste no sangue dos sobreviventes e uma cena que mostra uma espécie de cabeça-aranha andando e usando a língua como chicote.

O final é praticamente aberto, e é muito estranho que não tenham feito uma continuação para ele. Talvez tenha sido o fato do fracasso nas bilheterias, mas ele mereceria uma boa continuação nos dias atuais (na verdade há uma continuação, mas não em filme, em game) ou até mesmo uma refilmagem. Mas, no caso de uma refilmagem, ela seria a terceira. Pois esse filme já é uma refilmagem do filme "O Monstro do Ártico" de 1951, que por sua vez foi adaptado de um romance homônimo.

Como Hollywood anda sofrendo um surto de refilmagens, quem sabe um dia nos deparemos com a notícia de uma refilmagem dessa obra? Com os recursos de hoje, as possibilidades seriam muito mais interessantes.

Trailer do Filme

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Título Original: The Thing
Gênero: Ficção Cientifica
Qualidade: DVDRip
Formato: Rmvb
Áudio: Inglês
Legenda: Português

quinta-feira, 2 de julho de 2009

Moonwalker


Moonwalker é a uma fantástica e emocionante ficção musical produzida nos últimos anos, e traz pela primeira vez em um longa-metragem o superastro da música mundial Michael Jackson no papel do herói de um planeta desconhecido que vem á Terra ajuda três criança no combate ao vilão Mr. Big e seu exército de viciados. Em meio e perseguição e incríveis sequências de efeitos especiais, Michael Jackson interpreta seus maiores sucesso e apresenta novas canções e coreografias sensacionais. Um filme de ficção? UM musical? Uma aventura fantástica? Moonwalkeré tudo isso e ainda mais. É o resultado da genialidade de um grande artista, que agora leva ás telas seu enorme talento, cercado de efeitos especiais que era o maximo na epoca que foi lançado.

filme começa com o vídeo de “Man in the Mirror” e depois parte para uma edição de videoclipes da careira de Michael. Depois vem uma paródia de “Bad” interpretada por crianças e então em uma seqüência Michael é perseguido por fãs. Então mais dois vídeos são mostrados e o filme mostra Michael como um herói com mágicos poderes, que é perseguido por Mr. Big (Joe Pesci), um traficante de drogas, mas mesmo assim Michael salva três crianças. Entre os vídeos estão “Smooth Criminal” e “Come Together”.

Mas se voce for ver o filme pensando que tem uma otima historia e muita ação, pode esquecendo, o filme é mais uma coletania de Video Clipes, mas como Michael Jackson é o rei dos videos clipes e praticamente inventou eles e a MTV, você concerteza vai ver otimos video clipes que conseguem sustentar e divertir ate o final do longa.

Esse filme é excelente, um show de efeitos especiais, um musical primoroso de extremo bom gosto e qualidade. Não é a toa que se tornou o home video mais vendido de todos os tempos e faria sucesso no cinema se a imprensa não tivesse detonado o filme. Michael é realmente um showman, é bom em tudo o que faz. O roteiro simples e de fácil entendimento torna o filme muito mais pop e recomendado pra todas as idades. Uma obra prima de musical.

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Título Original: Moonwalker
Gênero: Musical
Tempo de Duração: 91 min
Ano de Lançamento: 1988
Qualidade: DVDRip
Formato: Avi
Áudio: Inglês
Legenda: Português
Tamanho: 699 mb

domingo, 28 de junho de 2009

Contato


Durante boa parte das décadas de oitenta e noventa, Robert Zemeckis foi um dos mais importantes cineastas norte-americanos. Ao contrário do que muitos acreditam, sua influência não se deveu unicamente aos avanços realizados no campo da tecnologia e dos efeitos especiais, como a interação entre desenho animado e live action em Uma Cilada para Roger Rabbit e a união entre imagens de arquivo com atuais em Forrest Gump - O Contador de Histórias. Zemeckis também criou alguns dos melhores e mais adorados filmes americanos deste tempo, como a trilogia De Volta para o Futuro e a própria história do homem que via a vida como uma caixa de chocolates.

Contato, realizado três anos após Forrest Gump, normalmente não figura entre as obras mais lembradas do diretor, o que é uma pena: trata-se de um dos melhores e mais inteligentes filmes saídos de Hollywood durante toda a última década. Baseado em uma obra de Carl Sagan, Contato conta a história de uma brilhante astrônoma, vivida por Jodie Foster, que recebe uma mensagem vinda de fora da Terra. Esta mensagem, na realidade, traz informações matemáticas que contém instruções para a montagem de uma máquina gigantesca, que pode se servir de transporte para o ser humano entrar pela primeira vez em contato com seres de outro planeta.

Engana-se quem pensa que Robert Zemeckis e os roteiristas James V. Hart e Michael Goldenberg (com o apoio de Sagan) têm como objetivo realizar apenas mais um filme recheado de ação sobre alienígenas e naves espaciais. Pelo contrário, a intenção dos realizadores com Contato é construir um retrato realista do que poderia ser o primeiro encontro entre humanos e extraterrestres, em uma história que equilibra com maestria o lado humano dos personagens com importantes discussões sobre fé e ciência. Contato é um filme capaz de entreter como poucas ao mesmo tempo em que estimula o intelecto, oferecendo uma experiência cinematográfica completa como poucas nos dias de hoje.

E isso pode ser percebido logo na primeira cena de Contato. Zemeckis leva o espectador em uma estarrecedora viagem de mais de três minutos pelo espaço, começando em nosso planeta e se afastando até muito longe. Enquanto isso, são ouvidas ondas sonoras provindas da Terra que lentamente vão se tornando mais difíceis de escutar, até longos instantes nos quais nada mais se ouve. Um início brilhante, capaz de fazer o espectador sentir toda a imensidão do universo e, ainda mais importante, o quanto o ser humano é pequeno diante desse todo. A cena ilustra com perfeição uma frase que os personagens dizem por várias vezes durante o filme: “Não sei se existe vida em outros lugares. Mas se fôssemos só nós, seria um imenso desperdício de espaço”.

Diretor com alta capacidade técnica, Zemeckis ainda cria alguns belíssimos truques visuais que ajudam a enriquecer a experiência de assistir Contato. São momentos que vão desde o simples, como a câmera “atravessando” o vidro de uma porta, até os mais complexos, como a impressionante sequência na qual a plateia acompanha a pequena Ellie subindo as escadas e abrindo o espelho do banheiro. Outro momento interessante é o plano-sequência na chegada de Ellie ao Centro de Controle após ela ouvir pela primeira vez a mensagem. Zemeckis segue a personagem desde o carro até chegar à sala, subindo escadas e passando por portas em uma cena que não apenas exibe virtuosismo técnico, como também colabora para transmitir toda a excitação daquele momento.

No entanto, por mais completo que seja em termos visuais, o grande trunfo de Contato é, indiscutivelmente, seu roteiro. Zemeckis contou com a colaboração de Carl Sagan (até a morte do autor, no final de 1996) para não deixar de fora do produto final o embate entre fé e ciência, balanceando este aspecto da trama com o lado dramático e a jornada dos personagens. E o trabalho em conjunto realmente valeu a pena. Tirando um ou outro deslize, Contato apresenta uma trama coesa e provocativa, que não teme abordar profundas questões existenciais e filosóficas enquanto funciona como uma grande aventura, mantendo o espectador sempre interessado naquilo que está acontecendo e ansiando pelo que vem depois.

Em sua essência, Contato é um filme sobre a busca de um sentido maior em nossas existências. Essa reflexão é realizada pela protagonista, a doutora Ellie Arroway. Cientista brilhante, Ellie é uma pessoa excessivamente empírica, que se recusa a aceitar qualquer possibilidade de acreditar em uma força maior como Deus – mesmo que isso possa custar a ela a maior realização de sua vida. Por essa razão, dedica-se de corpo e alma a perscrutar os céus em busca de algum sinal de fora, algo que possa trazer o mínimo de iluminação a essas perguntas. Em certo momento, Ellie responde ao personagem de Matthew McCounaghey, após ele perguntá-la por que ela aceitaria arriscar a vida ao embarcar nessa viagem: “Desde pequena sempre quis saber: por que estamos aqui? Qual o sentido? Se for para encontrar ao menos uma fração da resposta, acho que vale uma vida humana”.

No entanto, Contato não é totalmente desprovido de problemas. Zemeckis e os roteiristas cometem alguns – pequenos – deslizes que poderiam ter sido evitados. O mais claro deles é o romance entre Ellie e Palmer. Não há o menor motivo para os personagens se envolverem dessa forma; acredito, inclusive, que seria ainda mais eficaz se os dois acabassem se tornando apenas confidentes, amigos, um do outro. O romance é tratado de forma rápida e jamais chega a convencer, falha que salta aos olhos assim que o roteiro exige isso do espectador. O mesmo vale para a cena na qual os personagens de James Woods e Angela Basset falam sobre uma gravação da viagem de Ellie: Zemeckis erra ao oferecer ao público uma resposta que ele deveria interpretar por si mesmo.

Mas isso é pouco, muito pouco, diante de tudo o que Contato oferece. Zemeckis, Sagan e os roteiristas não fizeram apenas um filme narrativamente impecável, mas uma obra capaz de desafiar o espectador a pensar. Uma obra que força o público a buscar suas próprias soluções em relação a alguns dos grandes temas da humanidade. Talvez a grande pergunta ao final de Contato é: estamos preparados para algo como o que é visto na trama? Infelizmente, baseado no fato de que um dos grandes filmes dos anos noventa esteja hoje quase esquecido, minha resposta é não.

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Título Original: Contact
Gênero: Ficção Científica
Tempo de Duração: 150 min
Ano de Lançamento: 1997
Qualidade: DVDRip
Formato: Rmvb (RAR)
Áudio: Inglês
Legenda: Português
Tamanho: 504 mb

sexta-feira, 26 de junho de 2009

A Mosca


David Cronenberg já era cultuado por uma pequena parcela de admiradores quando foi contratado, pelo belo salário de US$ 1 milhão, para dirigir “A Mosca” (The Fly, EUA/Canadá/Inglaterra, 1986), refilmagem de uma ficção científica classe B de 1958. Muita gente não entendeu. Ficava a dúvida: como é que um cineasta obscuro, amante de narrativas labirínticas, climas oníricos e experiências de desconstrução do corpo humano, iria se sair no comando de um blockbuster? A resposta veio com um longa-metragem esquisito, perturbador, que mostrava ser possível fundir um enredo simples e funcional com imagens grotescas de impacto, e ainda manter intactas algumas características autorais.

A presença de Cronenberg no comando da produção, de fato, não foi uma escolha óbvia da Fox. O diretor canadense, que faz uma ponta como um ginecologista, era considerado uma aposta quente em Hollywood, mas na época negociava a direção de “O Vingador do Futuro” (que seria feito alguns anos depois, com o holandês Paul Verhoeven no comando). Curiosamente, foi o comediante Mel Brooks quem atuou como produtor, conseguindo persuadir Cronenberg a aceitar o trabalho. Depois, com o filme já pronto, Brooks pediria para ser retirado dos créditos iniciais, pois acreditava que a simples presença do seu nome faria o público pensar que o filme era uma paródia cômica, o que poderia resultar em risos involuntários e fracasso de bilheteria.

A grande sacada de Cronenberg, que reescreveu completamente o roteiro de Charles Edward Pogue, foi utilizar a jornada trágica do cientista solitário Seth Brundle (Jeff Goldblum) como uma metáfora inteligente para a AIDS, que começava na mesma época a se alastrar. Mesmo assim, a degeneração física irreversível do protagonista, que começa justamente após um ato irresponsável durante uma bebedeira, podia ser lida como uma interpretação preconceituosa do drama da doença, que então afetava principalmente o público homossexual. Cronenberg sofreu algumas críticas por causa disso, mas o tempo mostraria que o diretor canadense nada tinha de conservador.

A história é uma variação sci-fi do arquétipo da Bela e da Fera. Brundle é um típico cientista, daqueles que mantém sete ternos idênticos no armário para não ter problemas na hora de escolher o que usar numa ocasião solene. Veronica (Geena Davis), por sua vez, também é uma jornalística típica de Hollywood, uma mulher ambiciosa e batalhadora. Os dois se conhecem numa festa, e ela decide acompanhar o progresso do trabalho de Brundle, que inventou uma máquina capaz de teletransportar objetos inanimados, mas ainda não consegue fazer o mesmo com seres vivos. Eles se apaixonam e iniciam um tórrido romance, interrompido depois que o cientista faz uma experiência de teletransporte consigo mesmo, após uma briga, carregando sem saber uma pequena mosca, cujo DNA se funde com o dele.

A partir daí, o filme envereda pela seara do horror fantástico, com um brilhante trabalho de maquiagem (Jeff Goldblum passava até cinco horas por dia nas mãos dos maquiadores) e muitas imagens grotescas, uma especialidade de Cronenberg. O resultado final, embora eficaz e assustador em muitos momentos (a saída com a prostituta, o bebê-mosca), não chega a ser tão bom quanto os melhores trabalhos autorais de Cronenberg (“Existenz”, “Videodrome”). Mesmo assim, o canadense deve ser respeitado por conseguir inserir elementos autorais dentro de uma grande produção, algo não muito comum. É preciso observar, também, que o diretor jamais se aventurou novamente a trabalhar em Hollywood, preferindo trabalhos independentes, com narrativas mais arrojadas. Sujeito inteligente.

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Título Original: The Fly
Gênero: Ficção Cientifica
Qualidade: DVDRip
Formato: Rmvb
Áudio: Inglês
Legenda: Português

terça-feira, 23 de junho de 2009

O Mensageiro(The Postman)


No ano de 2013, o futuro não é o que se esperava. A Terra foi destruída pela guerra e os homens não sonham mais com um amanhã melhor... São apenas sobreviventes vagando pelos destroços de um lugar que já foi chamado de lar. Neste cenário apocalíptico surge Bill (Kevin Costner, de Um Mundo Perfeito), um homem sem destino que carrega as cartas do passado que se tornam mensagens de esperança e inspiram a juventude idealista a lutar para reconstruir suas vidas e sua nação. Mesmo sem querer, Bill se transforma em líder e descobre ser capaz de inspirar e guiar as pessoas. Mas sua luta mal começou e seus inimigos estão prontos para atacar.

É uma história emocionante que mostra o surgimento de um líder. Uma pessoa boa que fará história.

Para aqueles que nunca assistiram, recomendo. Não é o melhor filme de Kevin Costner, mas mesmo assim vale a pena pela história.

Para os amantes da tematica pós-apocalipse, um tema praticamente em extinção nos dias de hoje, esse filme é uma otima pedida. Não é aquele filme pipoca cheios de explosão, o filme puxa um pouco mais pro drama mas tem suas cenas de ação.

Apesar de ser um bom filme, na epoca de seu lançamento a critica caiu em cima, que depois do fracasso comercial que foi o filme "Waterworld" estrelado por Kevin Costner, todo filme dele antes mesmo de ser lançado ja era considerado uma bomba. Eu gostei bastante de Waterworld, na epoca que eu assisti tinha uns 15 anos, meu senso critico era diferente mas me divertiu. "O Mensageiro" assisti nessa mesma epoca, e mesmo não sendo um filme para adolescentes, gostei bastante tambem.

Vale a pena dar uma chance para esse longa, é so não ir assistir pensando que vai ver o melhor filme de todos os tempos que voce vai gostar bastante dele.

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Título Original: The Postman
Gênero: Ficção Científica
Tempo de Duração: 178 min
Ano de Lançamento: 1997
Qualidade: DVDRip
Formato: Rmvb
Áudio: Inglês
Legenda: Português
Tamanho: 577 mb

quinta-feira, 18 de junho de 2009

Warriors, Os Selvagens da Noite


Quando "Warriors" estreou nos cinemas, muitos críticos afirmaram ser o filme uma apologia as gangues de rua (isso aconteceria também 1988 com "Colors - As Cores da Violência" de Dennis Hopper). Realmente o filme mostra o universo destas gangues no final dos anos 70, mas em minha opinião, apesar de ser um filme violento, em nenhum momento ele glorifica as glórias, talvez em uma mensagem subliminar mostre que um grupo de pessoas com o mesmo objetivo e com um lider carismático possa começar uma revolução e o diretor usou o universo das gangues apenas como exemplo.

A história começa quando Cyrus marca uma reunião com todas as gangues de Nova Iorque para o Central Parque, ele mesmo líder de uma gangue. Durante a reunião ele incita todas as gangues a se unirem para luta, porém um outro líder Luther (David Patrick Kelly) não gosta da situação e resolve matá-lo com um tiro no meio da multidão. Em seguida acusa um dos integrantes dos Warriors de ter efetuado o disparo. Daí começa uma perseguição de todas as gangues atrás dos Warriors, que são de Coney Island e devem atravessar toda cidade para chegar em casa.

Sem dúvida, este é um dos melhores filmes de ação dos anos 70, mostrando com competência um universo até então inexplorado pelo cinema, o das gangues em uma Nova Iorque violenta.

O diretor Walter Hill tem sempre seus filmes voltados para ação, com homens duros como personagens principais, vide os dois "48 Horas", "Inferno Vermelho", "Limite da Traição", "O Último Matador" entre outros.

Do elenco desconhecido na época, apenas três atores seguiram em frente, o protagonista líder dos Warriors foi interpretado por Michael Beck que fez em seguida alguns filmes de baixo orçamento e participações em seriados na TV, o mais importantes em "Houston Knights" com Michael Paré como parceiro. O assassino David Patrick Kelly foi vilão em diversos filmes como "Comando Para Matar" e em outro filme de Walter Hill "O Último Matador" e mais conhecido acabou sendo James Remar, o número dois dos Warriors que não concorda com o líder, trabalhou em diversas produções como "48 Horas" de Walter Hill e em vários seriados de TV como "Sex And The City", "Jericho" e "Dexter".

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Título Original: The Warriors
Gênero: Aventura
Ano de Lançamento: 1979
Formato: Avi
Áudio: Inglês
Legenda: Português
Tamanho: 831 Mb

quinta-feira, 11 de junho de 2009

Tropas Estelares(Starship Troopers)


O filme passa-se num futuro distante, onde a sociedade assenta em regras militares, e segue o percurso de um grupo de jovens apenas saídos da escola, para se tornarem cidadãos, vão se alistar nas forças armadas sem saberem que está prestes a começar uma guerra entre a humanidade e uma raça de aliens insectos.

Este filme de ficção científica inspira-se do livro homónimo de Robert A. Heinlein, célebre escritor americano do género, aqui adaptado por Ed Neumeier que já tinha trabalhado com Paul Verhoeven em "Robocop" (outra obra-prima subversiva, diga-se de passagem). Primeiro aspecto a salientar, é que o filme explora por completo o seu conceito, que é de ser ao mesmo tempo um verdadeiro filme de ficção científica, com tudo o que isso implica de cenários futuristas, naves, extraterrestres, etc., e uma profunda reflexão sobre os nossos tempos utilizando a técnica da metáfora muita própria aos filmes desse género.

Com a ajuda de uns efeitos especiais inovadores e perfeitos de Phil Tippett, temos direito a chacinas espectaculares de inúmeros insectos e soldados. A cena do primeiro assalto ao planeta Klendathu está de arrasar e a destruição da nave “Roger Young” está também espectacularmente bem feita. Mas o climax é sem dúvida o ataque do forte no planeta P, onde um exército reduzido de soldados é atacado por uma horda sem fim de insectos. Imaginem “Alamo” ou “Zulu” multiplicado por mil e têm uma pequena ideia do que é esta cena.

Não posso deixar de falar também na banda sonora da autoria de um compositor infelizmente demasiado raro, Basil Poledouris, mestre do score épico, conhecido sobretudo pela partitura extraordinária de “Conan The Barbarian”. Poledouris faz aqui um muito bom trabalho ilustrando perfeitamente os momentos épicos do filme com uma música poderosa.

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Título Original: Starship Troopers
Gênero: Ficção Científica
Tempo de Duração: 129 min
Ano de Lançamento: 1997
Qualidade: DVDRip
Formato: Rmvb (RAR)
Áudio: Inglês
Legenda: Português
Tamanho: 814 mb

quarta-feira, 10 de junho de 2009

Hérois(Push)



O título nacional do filme Push, Heróis, não poderia ser mais condizente com o teor da produção. Afinal, trata-se de uma mistura de aventura e suspense que lembra bastante o universo da série televisiva Heroes - e, como o programa, ecoa também a trilogia X-Men.

Mas filmes de super-heróis não são a única inspiração do longa. A construção de um universo intrigante e misterioso traz à mente Matrix com seus agentes, grupos de resistência e segredos escondidos da população. Já a câmera e soluções visuais criadas pelo diretor Paul McGuigan (Xeque Mate) são obviamente inspiradas na trilogia Bourne. Desse último vem especialmente a atmosfera urbana e cheia de viva, obtida com a ajuda de câmeras escondidas e filmagens frenéticas e bem fotografadas em locações reais em Hong Kong, sem que as pessoas ao redor soubessem que estava sendo rodado um filme ali.

No universo de heróis há vários tipos de superpoderes. Há os "pushers", capazes de distorcer memórias; os "movers", que movem objetos com a mente; os "watchers", que vêem o futuro; os "seekers", capazes de encontrar qualquer um; os "bleeders", com seus gritos sônicos, os curandeiros "stitchers"... entre outros. A trama acompanha Nick (Chris Evans, o Tocha Humana dos filmes do Quarteto Fantástico), um "mover" fracassado escondido na China que recebe a visita da jovem Cassie (Dakota Fanning). Ela precisa da ajuda dele para encontrar uma misteriosa "pusher" (Camilla Belle) que pode ser a chave para o futuro de todos. No encalço do trio está um poderoso agente vivido por Djimon Hounsou.

A mistureba funciona a contento na maior parte do filme, mas a trama tem seus escorregões e exageros, que ferem o resultado final. Em especial, alguns poderes bastante exagerados, como o dos "shifters", capazes de transformar objetos em outras coisas durante um curto período de tempo. Apesar do personagem de Cliff Curtis roubar suas cenas, o poder é uma invencionice que exige suspensão de descrença demais pra funcionar. Como ele é crucial para o plot, fica a impressão de que alguma coisa não encaixou direito.

Além disso, apesar do frenesi das cenas de ação, o miolo perde ritmo e as explicações se estendem além do necessário. Quando o filme volta a correr, o faz num daqueles planos de ação superelaborados que parecem até interessantes na telona, mas não fazem o menor sentido quando você pensa no que acabou de ver.

De qualquer maneira, com a critividade compensando o baixo orçamento, Heróis vale uma visita dos fãs do gênero.

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Título Original: Push
Tamanho: 465 MB
Formato: AVI - HDTV
Áudio: Inglês
Legendado: Portugues
Gênero: Ficção Científica
Ano de Lançamento: 2009

sábado, 30 de maio de 2009

A Era da Escuridão, The Mutant Chronicles


A história é baseada em um famoso jogo de RPG, onde os jogadores assumem os papéis dos personagens do jogo. Constantine (John Malkovich) é o líder de uma das quatro empresas que lideram os continentes no mundo e que lutam contra a devastação total do planeta. No meio dessa guerra entre corporações surge um exército de “NecroMutantes” e apenas uma profecia pode vencer essa nação de assassinos surgidos do fundo da Terra. Apostando alto, Constantine coloca nas mãos de um grupo de 7 guerreiros guiados por Samuel (Ron Perlman), um religioso que acredita poder seguir as palavras e enfim, salvar o mundo. O Major Mitch Hunter, um marine que lidera os humanos na sua luta contra os mutantes será seu principal aliado e buscará com os demais guerreiros, a salvação do mundo que parece totalmente perdido.

Pra que alguém se interesse, o expectador primeiro tem que engolir uma introdução bem picareta: numa realidade alternativa, na era medieval, uma nave com uma máquina de transformar humanos em mutantes caiu na terra. Os cavaleiros da época, sem nenhuma tecnologia conseguiram deter a ameaça. Já num futuro distante, essa máquina volta a funcionar e, com todos os recursos tecnológicos possíveis, ninguém consegue detê-la. Após uma evacuação em massa da Terra, um grupo de soldados liderados pelo personagem de Thomas Jane (”O Nevoeiro“) – aqui um canastrão - precisa dar fim à ameaça.

Quiseram fazer um misto de live-action com uma estilização tal qual em “Sin City“. Não funcionou muito, já que algumas vezes é difícil para o público entender direito o que está acontecendo na tela. Sangue muito vivo jorra pelas câmeras num efeito que nem todos vão gostar. Cheio de clichês e frases feitas, pelo menos o último ato consegue empolgar. É um filme B disfarçado de superprodução. Mas pra quem gosta do genero fantasioso vai acabar curtindo esse filme, é divertido ate, eu gostei.

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Nome Original: The Mutant Chronicles
Lançamento: 2008
Gênero: Ação
Formato: RMVB
Duração: 111 minutos
Tamanho: 348 Mb
Áudio: Ingles
Legendada: Portugues
Qualidade: DVD

sexta-feira, 29 de maio de 2009

O Hospedeiro(Gwoemul)


Já não é de hoje que o cinema coreano vem dando ótimos frutos (é só dar uma passada em qualquer locadora atrás deles que você não vai se arrepender), Chan-wook Park e sua trilogia da vingança viraram cult depois que “Oldboy” foi apresentado em Cannes, e agora o próximo candidato a coqueluche é o ótimo “O Hospedeiro”.

À primeira vista, o filme do diretor Joon-ho Bong tem toda a cara de trash, mas por trás da criatura gigantesca meio peixe que sai do rio Han para criar pânico na cidade de Seul, ele é um perfeito exemplo de como fazer um filme de terror extremamente interessante sem cair em qualquer tipo de lugar comum.

Primeira coisa que salta aos olhos é um roteiro muito bem pensado, que sabe equilibrar muito bem toda a tensão do terror, com o drama da situação da família, mas sem deixar de lado toda uma crítica política, não só sobre a própria divisão do país em norte e sul (muito mais subjetiva), como a descarada critica em relação a “invasão” dos Estados Unidos na história ao melhor jeito “viemos aqui para salvar o mundo”, isso sem contar que no final das contas eles mesmos criaram o monstro.

Aqui uma curiosidade, o começo do filme mostra um caso real, que aconteceu anos atrás em uma base americana na Coréia, pelo menos até agora o monstro não apareceu.
Voltando ao filme, o diretor talvez tenha o seu maior acerto ao conseguir construir uma história que vai crescendo junto com o filme, prendendo totalmente o espectador na cadeira, te absorvendo completamente.

Mas provavelmente, algo que pode chamar muito a atenção do grande público seja os ótimos efeitos visuais, criados pela Orphanage INC, responsável entre outros sucessos por “Superman Returns” e os dois últimos “Piratas do Caribe”. O tal monstro meio peixe na melhor das palavras é muito feio, e isso ajuda a criar uma certa mítica, afinal ele dá uma mistura de horror e asco nas pessoas, nada de pensar em vender bonequinhos dele mais tarde, a única preocupação parece ser o status de criatura horrenda.

“O Hospedeiro” foi a maior bilheteria da história do Coréia de todos os tempos, com um número equivalente a 20% da população do país, é óbvio que uma grande parcela desse numero é de pessoas que viram o filme mais de uma vez, mas mesmo assim é um número impressionante, no resto do mundo provavelmente não vai fazer tanto sucesso assim, mas com certeza é uma ótima pedida para quem quer ser surpreendido por um filme diferente de tudo que aparece por ai.

Caso alguem tenha um delay na leganda é so aumentar em 600ms a sincronia do audio que fica de boa

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Nome Original: The Host
Lançamento: 2006
Gênero: Terror
Formato: RMVB
Duração: 119 minutos
Tamanho: 526 Mb
Áudio: Ingles
Legendada: Portugues
Qualidade: DVD

quinta-feira, 28 de maio de 2009

Arquivo X, Eu Quero Acreditar


Se você não passou os últimos 15 anos dormindo, pelo menos, possivelmente sabe do que se trata Arquivo X, um dos maiores fenômenos que já passaram pelas telinhas em forma de seriado. Produzido de 1993 a 2002, a série criada por Chris Carter focava as aventuras e enrascadas nas quais uma dupla de investigadores do FBI se metia ao investigar crimes que não puderam ser solucionados de acordo com as razões da ciência. Eis que, seis anos depois, os agentes Fox Mulder (David Duchovny) e Dana Scully (Gillian Anderson) voltam num longa-metragem que tem tudo para levar os milhões de fãs da série aos cinemas. O que não significa, necessariamente, que eles voltarão às salas para assistir novamente a Arquivo X – Eu Quero Acreditar.

Como todos sabem, a dupla de agentes está afastada do FBI após o fechamento dos Arquivos X, departamento no qual trabalhavam. Mas o desaparecimento de uma agente, combinado à ajuda que recebem de um padre vidente, faz com que os agentes Dakota Whitney (Amanda Peet) e Mosley Drummy (Xzibit) procurem a dupla para tentar desvendar esse mistério.

Evidentemente, a trama é muito mais complexa do que isso. E, claro, revelarei o menos possível. Afinal, as histórias protagonizadas por Mulder e Scully sempre são cheias de surpresas e meandros, desvendáveis somente durante o filme. E, neste caso, Arquivo X – Eu Quero Acreditar é como um grande episódio da série, que dá um gosto a mais aos órfãos do programa criado por Carter, que assume a direção e roteiro neste longa-metragem.

No entanto, talvez para conquistar novos fãs e vender mais DVDs, no filme ficaram poucas as referências que levam aos áureos tempos do programa. Se você espera ver tramas envolvendo seres extraterrestres ou casos bizarrissimos, como víamos na TV, esqueça: convencional e pouco ousado, o roteiro do longa poderia ser protagonizado por qualquer outro personagem que não a dupla do FBI. E rende, de qualquer maneira, um competente filme de suspense.

Espere boas seqüências de ação, mas não conte com Gillian Anderson nelas, diferentemente do seriado. Talvez ela esteja enferrujada demais para o papel; o fato é que sua função no filme é muito mais emocional. O clima de mistério também é garantido. Afinal, Carter tem boa mão para isso. Espere, também, acreditar até o fim de que esta é a volta definitiva de Arquivo X. No final, o sabor que fica é o da saudade.


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Nome Original: The X-Files: I Want to Believe
Lançamento: 2008
Gênero: Ficção Científica
Formato: RMVB
Duração:
104 minutos
Tamanho:
327 Mb
Áudio:
Ingles
Leganda: Portugues:
Qualidade:
DVD

terça-feira, 26 de maio de 2009

Apollo 13


Quando um ator iguala um recorde histórico e fatura dois Oscar em anos consecutivos, por filmes consecutivos, o que esperar do filme seguinte com o sujeito? Mais uma batelada de estatuetas douradas, certo? Talvez por causa dessa alta expectativa, “Apollo 13” (EUA, 1995) tenha passado a impressão de que era um fracasso, mesmo tendo concorrido a nove troféus (e faturado dois deles). Nada de fracasso. Nem comercial e muito menos artístico. O filme de Ron Howard foi construído com todas as notas certas, e é um triunfo da conjugação entre técnica e emoção a serviço da Sétima Arte. Ou seja, é Cinema com C maiúsculo, independente do gosto amargo que pode ter deixado na boca de um ou outro espectador.

A reconstituição cinematográfica da fracassada e angustiante viagem da espaçonave norte-americana que dá nome ao filme tinha todos os ingredientes para dar errado. Como todos sabem, uma explosão em pleno ar impediu a aeronave de pousar na Lua, conforme o planejado, e obrigou os astronautas e a equipe da NASA, em Houston (EUA), a passarem duas noites em claro fazendo cálculos frenéticos na esperança de economizar energia suficiente na nave para trazer os três astronautas de volta. A missão foi cumprida, e esquecida, até que Ron Howard e Tom Hanks, dois fanáticos por missões espaciais, resolveram relembrá-la.

Com o ator mais quente do momento dando suporte ao projeto, a Universal não economizou esforços para cercar a produção de minúcias. Uma réplica exata da sala de controle de Houston foi construída em estúdio. Dois ambientes (a cabine de vôo e o módulo lunar) da Apollo 13 ganharam cópias exatas. Para completar, as cenas dos atores flutuando na nave foram filmadas dentro do “Vomit Comet”, um avião especial da NASA capaz de voar em alta velocidade na direção da Terra, de forma a anular o efeito da gravidade.

Ao todo, 600 tomadas foram feitas dessa forma. Cada parábola feita pelo avião proporcionava 23 segundos sem gravidade. Ao todo, a equipe passou 13 dias filmando dessa maneira. O resultado de todo esse esforço foi um prodígio de fotografia e edição. A fotografia de Dean Kundey garante enquadramentos complexos que aproveitam a falta de gravidade para realizar movimentos de câmera impossíveis, em três dimensões, sem tremedeiras ou momentos desfocados.

A montagem da dupla Dan Hanley e Mike Hill, premiada com o Oscar, consegue acompanhar até quatro acontecimentos em paralelo (os astronautas, as famílias, a sala de controle em Houston e o colega deixado na Terra por estar com sarampo) sem confundir a cuca da platéia.

Além disso, os roteiristas William Broyles Jr e Al Reinert conseguem encontrar o meio-termo exato para narrar os detalhes do projeto, sem abrir mão da veracidade histórica e, ao mesmo tempo, explicando direitinho para os leigos tudo sobre os complicados cálculos necessários para resolver os problemas com a nave e fazê-la economizar energia suficiente para a volta. Os astronautas usam gírias em quantidade suficiente, mas o filme sempre encontra uma maneira de traduzir as complicadas expressões em linguagem acessível.

Ron Howard utiliza, por exemplo, diversas cenas de telejornais, colocando os repórteres na TV para explicarem ao público leigo todas as dificuldades e problemas da operação da NASA. Em uma cena, por exemplo, um comentarista de TV tenta mostrar como é difícil fazer a nave retornar usando bolas de tênis e basquete como se fossem a Terra e a Lua. Noutra cena, um dos técnicos da NASA atira dezenas de pequenos objetos numa mesa, avisando aos técnicos que eles têm 45 minutos para, usando aqueles objetos, “fazer um quadrado caber dentro de uma bola”. Perfeito.

Se ainda não se convenceu, tente um teste simples: acompanhe o desenrolar do filme de olho no relógio. Os melhores longas-metragens costumam acabar rapidamente, fazendo a platéia esquecer de olhar a hora. “Apollo 13” tem 140 minutos, o que faz do filme uma produção mais longa do que o normal, mas essas duas horas e vinte minutos correm mais rápido do que muitos filmes de hora e meia. E esse teste é infalível.

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Título Original: Apollo 13
Gênero: Ficção Científica
Tempo de Duração: 138 min
Ano de Lançamento: 1995
Qualidade: DVDRip
Formato: Rmvb
Áudio: Inglês
Legenda: Português
Tamanho: 587 mb

domingo, 24 de maio de 2009

S. Darko


O filme segue a irma de Donnie, Samantha e se passa sete anos apos o primeiro. O filme começa quando Samantha e sua melhor amiga saem de Virginia para se tornarem dançarinas em um clube na California. Até ai parece mais aquele filme da Britney Spears do que uma sequência de Donnie Darko... O carro pifa ou qualquer coisa do gênero e elas acabam presas numa cidade no meio do nada. A noite descobrimos que Sam é sonâmbula assim como Donnie era. E ai as coisas estranhas começam a acontecer.

O filme faz algumas referências ao original e mostra os conceitos do primeiro filme de maneira um pouco diferente. Por exemplo a interacão entre morto manipulado e o receptor vivo.

O filme não é ruim, mas não é uma sequencia necessaria e não tras nada de muito memorável. Os personagens são fracos, o foco do filme muda a cada cena, e as historias apresentadas não são bem exploradas. É um filme aceitavel. É intrigante, e assim como o primeiro, não faz questão de explicar o que esta acontecendo. Para entende-lo tem que entender o primeiro filme e os conceitos de viagem no tempo de Roberta Sparrow. São conceitos complicados de entender baseando-se somente no filme, eu consegui entender, não completamente mas o suficiente (espero).

O filme não é uma total perda de tempo como muitos fãs vão insitir em dizer, assita, mas sem preconceitos. Eu achei no minino uma continuação desnecessaria mas pensei que seria pior. Algumas ideias do filme foram muito boas, como contar a historia do ponto de vista de um morto manipulado ao inves de um receptor vivo por exemplo, mas as ideias foram mal executadas deixando o filme vago e sem desenvolvimente de personagens.

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Título Original: S. Darko
Gênero: Thriller/Ficção Científica
Tempo de Duração: 101 min
Ano de Lançamento: 2009
Qualidade: DVDRip
Formato: Rmvb
Áudio: Inglês
Legenda: Português
Tamanho: 336 mb

sábado, 23 de maio de 2009

No Limite da Realidade(Twilight Zone)


De 1959 a 1964 existiu um seriado de muita audiência na televisão. Seu nome era Além da Imaginação e contava histórias para lá de esquisitas que misturavam ficção científica, fantasia, suspense e terror em seus muitos episódios. Além de ser assistida por muitos tinha dois fãs que, no futuro, se tornariam grandes nomes (e bolsos) do cinema. Eles eram John Landis e Steven Spielberg, que além de dirigirem o filme, ainda assinaram a sua produção.

O filme é composto por quatro episódios ligados unicamente pela voz do narrador que conta as histórias. Porém, antes de conhecermos a voz do narrador, somos apresentados ao filme com um prólogo, encenado por Dan Aykroyd e Albert Brooks. Este motorista, aquele caroneiro, os dois viajam à noite pela estrada fazendo brincadeiras e discutindo, inclusive, episódios do antigo seriado da TV.

Depois disso e da voz de Burgess Meredith, começam os episódios.

O primeiro é uma criação do próprio Landis, apenas inspirada no antigo programa, e conta a história de um homem amargo que tem muito preconceito contra judeus, negros e orientais. Ao sair do bar onde praguejava contra todas as três etnias, ele acaba em uma cidade tomada pelos alemães nazistas, numa reunião de morte da Ku Klux Klan e na guerra do Vietnã.

O segundo episódio traz a história de um idoso novato em um asilo que, com uma brincadeira de criança, acaba mudando a vida de todos os outros moradores do local, que já se achavam velhos demais para fazer coisas boas.

O terceiro fala sobre uma professora que não consegue ter nenhuma experiência interessante até que conhece uma criança em um bar na beira da estrada. Depois de atropelar o menino, ela dá uma carona até a sua casa, que é igual a de um desenho animado, por dentro e por fora. Lá estão pessoas amedrontadas e que, estranhamente, fazem todas as vontades do mais novo.

O quarto conta a história de um homem que morre de medo de voar mas que, no momento, enfrenta uma forte tempestade a mais de 20.000 pés de altitude e que, mesmo depois de tomar calmantes, acredita estar vendo um homem na asa do avião.

Dos quatro, apenas o primeiro não é refilmagem de um episódio do seriado. Mas todos são muito criativos e bons. Para mim, o mais fraco é o de Spielberg, talvez por não ter aquela aura de fantástico que os outros apresentam, mas ainda assim é bem legal e chega até a ser tocante. O melhor é o do avião que, com um Lithgow muito inspirado, consegue transmitir todo o medo do protagonista.

Algumas soluções são muito interessantes e as referências também. No terceiro episódio, por exemplo, muitos dos efeitos especiais são fracos e já foram superados há muito tempo, mas a cena da mulher entrando na área em preto e branco da casa é sensacional e me lembrou um pouco o cenário do filme O Gabinete do Dr. Caligari.

Voltando a falar sobre os efeitos especiais, não podemos esperar ver na tela aquilo que estamos acostumados a ver atualmente. Afinal de contas, o filme é de 1983.

Depois do filme, em 1985, o seriado Além da Imaginação foi relançado e ficou no ar por três temporadas.

O filme é uma homenagem bem interessante e pode ser assistido sem grandes preocupações. Indicado para aqueles que gostam de histórias fantásticas e pouco críveis, para os fãs do seriado e para aqueles que ainda não assistiram.

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Título Original: Twilight Zone: The Movie
Gênero: Suspense / Ficção Científica
Tempo de Duração: 101 min
Ano de Lançamento: 1983
Qualidade: DVDRip
Formato: Rmvb
Áudio: Inglês
Legenda: Português
Tamanho: 393 mb

domingo, 17 de maio de 2009

Inteligencia Artificial


É inegável: as pessoas podem gostar ou não gostar, mas assistir a Inteligência Artificial é uma experiência única e diferenciada no cinema. Não raramente o espectador se pergunta: onde é que Steven Spielberg vai chegar? O que foi que Stanley Kubrik pretendeu fazer? As respostas não virão facilmente. Após quase duas horas e meia de projeção, o espectador será brindado com pelo menos uma certeza: a de que viu um filme incomum. Um raro roteiro que não se prende às fórmulas desgastadas que dominam a produção norte-americana.

Dizer que Inteligência Artificial é sobre um garoto-robô que deseja ser um menino de verdade é pouco. Muitíssimo pouco. O filme é um caldeirão de referências que mistura de Bela Adormecida a Blade Runner. E que não teme passar do drama à ficção, ao romance à aventura e de volta à ficção com impressionante desenvoltura.

Tudo começou há aproximadamente 20 anos, quando Stanley Kubrick leu o conto “Superbrinquedos Duram o Verão Todo”, do inglês Brian Aldiss. O cineasta começou a desenvolver idéias para transformar o texto em filme, rabiscou esboços, e chegou à conclusão que seriam necessários efeitos especiais de uma qualidade ainda não existente no mercado cinematográfico naquele momento. Decidiu então congelar o projeto. Mais recentemente, Kubrick convidou Steven Spielberg para dirigir o que seria o novo filme, reservando para si as funções de produtor. Ambos trocaram muitas idéias e rascunhos do que poderia ser o desenho de produção a ser adotado, mas Spielberg não chegou a dar um “sim” definitivo. Com a morte de Kubrick, em março de 1999, Spielberg decidiu finalmente assumir o controle de Inteligência Artificial. A Amblin, a Dreamworks (ambas empresas de Spielberg), a Warner e a Stanley Kubrick Productions levantaram os US$ 90 milhões necessários à produção, e o roteiro foi assinado pelo próprio Spielberg. Como quase sempre acontece nos filmes dirigidos pelo pai do E.T., a edição ficou a cargo de Michael Kahn, a fotografia com o polonês Janusz Kaminski, e a trilha sonora com John Williams (que desta vez baseou-se claramente na trilha de Blade Runner).

Sim, o filme é sobre um garoto-robô que deseja ser um menino de verdade. Tudo se situa num futuro não definido, onde o Professor Hobby (William Hurt) expõe todo o seu descontentamento sobre o atual estágio de desenvolvimento dos robôs, criaturas muito parecidas com os humanos – fiscamente – mas incapazes de expressar sentimentos. A idéia revolucionária de Hobby seria criar o primeiro robô criança da história, um pequeno andróide programado para fazer parte de uma família e, conseqüentemente, para amar e ser amado.

Após alguma polêmica, o casal formado por Henry e Monica (respectivamente Sam Robards, filho de Jason Robards, e Frances O´Connor, de Palácio das Ilusões) decidem finalmente adotar David, o garoto–robõ magnificamente interpretado por Haley Joel Osment, de O Sexto Sentido. Trata-se de uma tentativa desesperada de “substituir” Martin, o filho do casal que se encontra há anos em coma profundo.

A discussão sobre a tecnologia, a ética da robótica, os problemas de adaptação, a crise existencial de um menino andróide que se identifica com a história de Pinóquio, a crise do casal que o adotou, tudo isso é apenas o começo do filme. A pontinha de um iceberg cinematográfico que revelará cada vez mais surpresas.

Inteligência Artificial tem o incrível poder de se renovar a cada cena, de surpreender o mais atento dos cinéfilos que acha que já viu tudo sobre o tema. Quando o espectador se prepara para a ficção científica, o filme vira um drama. Quando o drama se aprofunda, ele se transforma numa estonteante aventura. E quando o desfecho parece próximo, o roteiro dá um salto gigantesco. No tempo, no conteúdo, na emoção. As pessoas saem do cinema atônitas. São perguntas e mais perguntas que ficam perambulando pela mente do espectador durante minutos, horas ou mesmo dias após o término do filme. Uma delas chama a atenção: “Você esperaria dois mil anos para ouvir um eu te amo?“.

Justamente por ser diferente e imprevisível, criativo e fora dos padrões, o filme não tem feito nas bilheterias norte-americanas o sucesso comercial esperado. Certamente os devoradores de pipoca que lotam as salas daquele país vão precisar de mais dois mil anos de evolução para atingir um estágio de desenvolvimento que permita a compreensão das questões levantadas por Spielberg.

Inteligência Artificial é um filme que dá vontade de ver novamente, assim que se acaba de vê-lo pela primeira vez.

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Título Original: Artificial Inteligent
Gênero: Ficção Cientifica
Qualidade: DVDRip
Formato: Rmvb
Áudio: Inglês
Legenda: Português