terça-feira, 21 de julho de 2009

Harry Potter e O Enigma do Principe


A franquia 'Harry Potter' está se tornando cada vez mais interessante nos cinemas. A linha mais adulta e inteligente iniciada com 'Prisioneiro de Azkaban' foi tomando força, e 'O Enigma do Príncipe' é o filme mais sombrio até aqui.

O diretor David Yates conseguiu transformar o quinto filme da franquia, 'Harry Potter e a Ordem da Fênix', em uma sessão divertida. O livro, considerado por muitos fãs como chato, se transformou em um ótimo filme. Sendo assim, ele teve mais liberdade em adaptar 'Harry Potter e o Enigma do Príncipe' da sua maneira.

Como toda adaptação, 'Harry Potter e o Enigma do Príncipe' não irá agradar a todos. Muitas passagens do livro foram deixadas de fora do filme, e algumas alterações serão notadas. Mas no geral, Yates conseguiu novamente e criou uma história bem amarrada, utilizando o que realmente importava no livro para abrir espaço para as duas últimas adaptações que estão por vir. E criou um filme que merece aplausos.

'Harry Potter e o Enigma do Príncipe' traz a história do sexto ano de Harry Potter na escola de magia de Hogwarts. Enquanto Harry começa seu ano em Hogwarts, Lorde Voldemort traz destruição pela Inglaterra e a necessidade de derrotá-lo torna-se cada vez mais forte. Usando um antigo livro de poções que pertenceu ao Príncipe Mestiço, Harry aprofunda seus conhecimentos de magia e prepara-se para a guerra.

Antes ele precisa ajudar Dumbledore a descobrir o segredo da cruzada de Voldemort para conseguir a eternidade: o esconderijo de suas Horcruxes.

De todos os filmes da franquia, este pode ser considerado o que mais difere do livro. O roteiro praticamente alterou rumos da história, mas de uma maneira bem construida e funcional. Afinal, filme e livro são bem diferentes, e o que funciona em um pode não dar certo em outro. A construção dos personagens ficou mais interessante, e os argumentos do roteirista Steve Kloves convencem, sendo coerentes com as atitudes dos protagonistas.

Os atores evoluiram a cada filme e estão cada vez mais ligados aos personagens. Afinal, foram quase 10 anos atuando nos filmes da franquia.

Rupert Grint está hilário como Rony Weasley, e conseguiu uma química ótima com a novata Jessie Cave (Lilá Brown). Emma Watson está cada vez melhor como Hermione, sendo a atriz que teve melhor desempenho desde o primeiro filme, aqui ela prova não ser apenas uma atriz infanto-juvenil que se deu bem em uma franquia milionária, e sim uma ótima atriz que evoluiu e merece louvor. Daniel Radcliffe também demonstra amadurecimento e entrega aqui sua melhor atuação até o momento.

O elenco de nomes britânicos é invejável. De Helen McCrory (Narcisa Malfoy) e Alan Rickman (Severo Snape) a Jim Broadbent (Horácio Slughorn), um show de grande nível de consagrados atores.

A direção de Yates continua brilhante (mesmo que minha preferência ainda seja por Alfonso Cuarón, diretor do perfeiro Prisioneiro de Azkaban). Ele consegue manter o clima do livro, adicionando um toque mais sombrio e adulto com uma fotografia impecável, além de criar efeitos visuais e especiais mágicos.

'Harry Potter e o Enigma do Príncipe' consegue preparar o público para o final da franquia com louvor, além de deixar a certeza que Yates cumprirá seu papel e entregará mais dois filmes ótimos. A única tristeza dos fãs é saber que o momento final está se aproximando, e a franquia milionária que nunca decepcionou chega ao fim em apenas dois anos.

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Legenda do Filme

Título Original: Harry Potter and the Half-Blood Prince
Gênero: Aventura
Tempo de Duração:
Ano de Lançamento: 2009
Qualidade: Ts
Formato: Rmvb
Áudio: Inglês
Legenda: Português
Tamanho: 450 mb

segunda-feira, 20 de julho de 2009

Os Passaros


Uma tática infalível para ganhar respeito intelectual, nos Estados Unidos, é pegar alguma obra subvalorizada de um ícone da cultura popular daquele país e dar-lhe uma nova interpretação. Camille Paglia fez isso com o filme “Os Pássaros” (The Birds, EUA, 1963), de Alfred Hitchcock, como passo inicial rumo ao estrelato. Paglia escreveu uma longa, minuciosa e estridente análise do filme, depois publicada como livro (também no Brasil, pela Rocco), e provocou uma apressada revisão do conteúdo crítico da película.

Antes do polêmico ensaio de Camille Paglia, “Os Pássaros” era visto como o marco inicial do período de decadência do mestre do suspense. Como se sabe, nos 10 ou 15 anos anteriores Hitchcock havia feito uma quantidade anormal de grandes filmes, incluindo “Um Corpo que Cai” e “Psicose”, as duas obras-primas incontestes. No entanto, muitos críticos da época assinalaram em “Os Pássaros” como o primeiro momento em que Hitchcock começou a perder o controle rígido que tinha sobre o processo de construção dos filmes que fazia.

Eles não estavam errados, é claro. Hitchcock realmente faz o filme de forma pouco usual para ele. Seu método de trabalho era simples: ele montava todo o filme na cabeça, antes de ir para os sets, o desenhava em storyboards minuciosamente e depois simplesmente cumpria aquilo que planejava. Aliás, costumava achar o processo de filmagem em si entediante, pois já sabia o que iria obter. Quando começava a filmar, Hitchcock já estava pensando no filme seguinte.

Em “Os Pássaros”, contudo, tudo foi diferente. As filmagens não foram organizadas, o roteiro de Evan Hunter ia sendo refeito nos sets e boa parte do material filmado acabou no chão da sala de montagem – o único caso em que Hitchcock não aproveitou 100% daquilo que filmou. De qualquer forma, o livro de Camille Paglia se desviou da análise técnica da obra e veio chamar a atenção para um aspecto temático importante do filme: a temática feminista.

Quando “Os Pássaros” começa, a dondoca Melanie Daniels (Tippi Hedren) conhece e é esnobada pelo bonitão Mitch Brenner (Rod Taylor), numa loja de pássaros de San Francisco. Ela fica caída por ele, e toma a iniciativa seguinte: compra um par de “pássaros do amor” e segue para a vila pesqueira de Bodega Bay, onde o paquera passa os finais de semana, com o pretexto de presentear a irmã pequena do rapaz.

A teoria de Paglia é de que Hitchcock foi o primeiro dos diretores clássicos a quebrar o paradigma da submissão feminina em Hollywood. Para Camille Paglia, Hitchcock mostrava o quanto era machista ao associar, de forma sutil, a fúria da natureza a uma espécie de punição pela libertinagem da loura. Afinal, em 1963, quantas mulheres davam em cima de um homem tão ostensivamente sem sair impune?

Numa coisa Paglia tem razão: o filme é ousado mesmo. O irônico, porém, é que em 1954 o crítico francês André Bazin já apontava esse mesmo traço feminista, de forma inversa, em “Janela Indiscreta”. Bazin, que nunca compartilhou da paixão do pupilo François Truffaut pelos filmes do mestre do suspense, achava que “Janela Indiscreta” era um filme comum, quando visto do ponto de vista do suspense.

Para o pensador francês, a revolução de “Janela Indiscreta” era a personagem de Grace Kelly, uma editora de moda que praticamente pedia de joelhos ao fotógrafo viril vivido por James Stewart para dormir com ele. E, em “Janela Indiscreta”, quase dez anos antes de “Os Pássaros”, ela consegue o objetivo sem ser punida.

Não é preciso ser um gênio para perceber a semelhança e as diferenças, nesse aspecto, entre os dois filmes. Um conhecedor mediano da obra de Hitchcock vai perceber, aliás, muitos elementos recorrentes em “Os Pássaros”: a loura gélida e impulsiva (“Marnie”, “Um Corpo que Cai”), a mãe castradora (“Psicose”, “Rebecca”) e até o uso cinematográfico de pássaros como símbolo de caos e desordem (as corujas empalhadas de “Psicose”).

Uma inovação importante de “Os Pássaros”, que pouca gente percebeu, é a estrutura do enredo, que até hoje é reciclada nos chamados blockbusters, os grandes filmes de Hollywood: um caso de amor servindo de pretexto para a exibição de cenas de catástrofe, com muitos efeitos especiais e cenas de grande requinte técnico.

Nesse ponto, “Os Pássaros” é um sucesso absoluto. Hitchcock acerta inclusive ao manter o grande enigma do filme, que é a razão do repentino ataque de pássaros aos humanos. O que diabos está acontecendo afinal, pergunta o espectador? O final do filme não resolve essa questão e deixa cada membro da platéia imerso nos próprios pensamentos, o que contribui para firmar a aura excêntrica e sombria do filme.

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Título Original: The Birds
Gênero: Suspense
Qualidade: DVDRip
Formato: Rmvb
Áudio: Inglês
Legenda: Português

Vanilla Sky


Pouco depois das filmagens de “Missão Impossível 2”, em 1999, Tom Cruise começou a procurar um roteiro mais denso para transformar em filme. Ele não queria uma trama de ação desenfreada, como a produção anterior. Numa tarde, assistiu ao suspense psicológico espanhol “Abre los Ojos” (no Brasil, Preso na Escuridão) e ficou impressionado. Cruise levou dois anos para refilmar a trama. O resultado, “Vanilla Sky” (EUA, 2001,888), é um filme que celebra a cultura pop e, ao mesmo tempo, trava uma interessante discussão sobre a verdadeira natureza da realidade.

Em português, o título deveria ser “Céu de Baunilha”, referência à paisagem de um quadro de Monet que o protagonista guarda no quarto do apê transado que possui, em Nova Iorque. O leitor atento deve estar pensando na quantidade de dinheiro que o sujeito deve ter no banco, para poder guardar um Monet em casa. Dinheiro, aliás, é a chave do enredo. Cruise interpreta David, um playboy bonitão que herdou um império editorial e vive chegando atrasado no emprego, depois de farras com belas mulheres. Ele se envolve com duas beldades, a ciumenta Julie (Cameron Diaz)e a misteriosa Sofia (Penélope Cruz). É o clássico triângulo amoroso: a primeira é apaixonada por ele, que não quer nada com ela além de cama, mas se apaixona pela espanhola.

Aí vem a reviravolta. Desprezada, Julie revela uma faceta homicida e envolve o galã num acidente de carro que mantém David em coma por três semanas e o deixa com o rosto desfigurado. É o inferno para um sujeito vaidoso, que nasceu em berço esplêndido e não conhece a dor da rejeição – exatamente aquilo que vai experimentar. A paquera com Sofia vira paixão avassaladora, mas não vai em frente, e o ex-belo garotão entra numa paranóia de delírios conspiratórios cada vez mais tensa e complicada.

”Vanilla Sky” é bacana, mas a faceta pop acaba diluindo a força do original espanhol. A segunda produção do diretor Alejandro Amenábar era pobre de recursos (César, o milionário de “Abre los Ojos”, dirigia um Fusca!), mas tinha um diferencial: transpirava criatividade. Assim como o subestimado “Vidas em Jogo”, de David Fincher, enfocava o mundo artificial e vazio dos novos ricos e usava a trama de suspense para discutir questões como religião, morte e o conceito de realidade. “Abre los Ojos” era atrevido e não tinha medo de ser politicamente incorreto, especialmente ao apresentar como protagonista um sujeito narcisista, arrogante e egoísta até nos momentos mais tristes.

A refilmagem americana, por sua vez, prova que a chave dos grandes filmes está na sutileza, nos pequenos detalhes. O roteiro reescrito pelo competente cineasta Cameron Crowe (do ótimo drama “Quase Famosos”), repete praticamente cena por cena o enredo do suspense espanhol, e mesmo assim acaba ficando muito diferente. O problema é que Crowe suaviza demais os traços de canalhice do protagonista, tentando transformá-lo numa espécie de playboy amadurecido, na segunda metade da trama.

O final do filme, aliás, deveria servir de lição para Hollywood aprender como não se deve terminar um thriller. Ao contrário do original, que deixava várias linhas de raciocínio em aberto, Crowe preferiu esquecer os elementos de suspense, rechear as imagens de cores mornas e dar uma lição de moral ao protagonista (e ao espectador).É a velha mania de subestimar a inteligência da platéia. O novo roteiro transforma a complicada trama num bolo politicamente correto e entrega na boca do espectador.

Mesmo com esses vacilos, o enredo inteligente e cheio de reviravoltas garante a diversão, especialmente de quem não viu a produção espanhola. As referências visuais a capas de disco (Bob Dylan) e filmes famosos (“Jules e Jim”, “Acossados”) são uma contribuição bem sacada de Crowe ao enredo. A trilha sonora (com R.E.M. e Radiohead em momentos-chave e Paul McCartney numa boa canção original) também soa fresca e criativa. Já as atuações, especialmente o trabalho do casal ajuntado nos bastidores, Cruise e Cruz, estão empostadas e algo artificiais. Num filme sobre o mundo de plástico dos yuppies, porém, isso até que vem a calhar.

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Título Original: Vanilla Sky
Gênero: Suspense
Tempo de Duração: 145 min
Ano de Lançamento: 2001
Qualidade: DVDRip
Formato: Avi
Áudio: Inglês
Legenda: Português
Tamanho: 684 mb

domingo, 19 de julho de 2009

Estranhos Prazeres(Strange Days)


Há alguns filmes cujo sucesso, ou falta dele, é um verdadeiro enigma. O thriller sci-fi “Estranhos Prazeres” (Strange Days, EUA, 1995) se encaixa perfeitamente no segundo caso. Elaborado a partir de uma premissa inteligente, com ótima trilha sonora, boas atuações e uma cinematografia arrojada, o longa-metragem dirigido por Kathryn Bigelow foi um fracasso de bilheteria nos EUA e, apesar de ter influenciado produções vindouras do mesmo filão – inclusive “Matrix” – jamais alcançou boa repercussão, nem mesmo entre os ciclos de cinéfilos especializados em redescobrir boas obras que passaram em branco pelos cinemas.

O nome por trás de “Estranhos Prazeres” é o do diretor e produtor James Cameron. Ele escreveu o roteiro do longa-metragem inspirado nos levantes populares de 1992, em Los Angeles. Para quem não lembra, multidões de afro-americanos destruíram lojas e realizaram saques na cidade norte-americana, depois da divulgação de uma fita de vídeo que mostrava policiais da cidade espancando um jovem negro. Cameron elaborou uma versão ficcional do caso, misturou-a aos então populares relatos sobre o bug do milênio (esperava-se uma pane generalizada de computadores na virada de 1999 para 2000, o que acabou não acontecendo) e criou uma autêntica narrativa cyberpunk.

No filme, Lenny (Ralph Fiennes) é um ex-policial que ganha a vida vendendo uma nova droga proibida por lei: pequenos discos digitais contendo gravações das ondas cerebrais de pessoas passando por experiências radicais. Acoplados a um aparelho especial, os tais discos fazem os usuários sentir todas as sensações e emoções de quem viveu aquela situação real. A trama é disparada depois que Lenny recebe um disco que contém imagens potencialmente explosivas. Ele passa a ser perseguido, e ainda tem que lidar com a ex-namorada por quem é apaixonado (Juliette Lewis) e com o roqueiro violento que está saindo com ela (Michael Wincott). Para resolver o caso, Lenny conta apenas com a ajuda de dois amigos, um detetive (Tom Sizemore) e uma agente de segurança (Angela Bassettt).

Embora recorra a clichês do gênero, especialmente no terceiro ato, “Estranhos Prazeres” se beneficia do excelente elenco e do trabalho minucioso na área visual. A fotografia é sensacional, com destaque para as seqüências subjetivas, em que a câmera – um aparelho construído especialmente para o filme – assume o ponto de vista de quem está usando o disco-droga. Também é ótima a ambientação futurista-distópica, reembalada de “Blade Runner” (1982) e que influenciou decisivamente thrillers futuristas como “Minority Report” e “Matrix”. Por fim, a trilha sonora, com canções de Tricky e PJ Harvey (cantada no filme por Juliette Lewis), é outro destaque.

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Título Original: Strange Days
Gênero: Ficção Científica
Tempo de Duração: 145 min
Ano de Lançamento: 1995
Qualidade: DVDRip
Formato: Rmvb (RAR)
Áudio: Inglês
Legenda: Português
Tamanho: 479 mb

Força Sinistra(Life Force)


O cineasta Tobe Hooper ficou famoso por ter realizado os clássicos O Massacre da Serra elétrica e Poltergeist, e depois ter se afundado num abismo de filmes ruins, do qual nunca conseguiu se reerguer. Mas muita gente se esquece que antes de mergulhar na lama ele fez outro filme memorável: Força Sinistra (1985), que no início dos anos 90 era um dos recordistas de reprises na rede globo.

No filme, um grupo de astronautas vai ao espaço numa expedição para explorar o Cometa Halley. Ao chegarem próximos do cometa, o radar detecta uma nave gigantesca no rastro do corpo estelar. Intrigados, os astronautas resolvem penetrar na nave, e acham em seu interior vários invólucros com corpos de aparência humanóide. Para fins de estudo, eles levam três dos invólucros para sua nave, incluindo um que contêm uma linda “mulher” em seu interior.Alguns dias depois, a nave perde contato com a Terra, que resolve enviar outra expedição para ver o que aconteceu. Chegando lá, os novos astronautas acham todos os tripulantes mortos e os invólucros intactos. Eles os levam para a Terra, onde a mulher passa por uma série e exames e avaliações, que acabam não revelando muita coisa. Depois de dias de pesquisa, a mulher acorda repentinamente e começa a sugar a energia vital de todos ao seu redor, transformando-os em vampiros de energia.

Original mistura de terror e ficção científica, o filme é um dos melhores dos anos 80. Ao apresentar uma nova versão do mito do vampiro, o filme fugiu dos clichês desse popular subgênero do horror e se tornou um cult. Contando com excelentes efeitos especiais para a época, e bom elenco, o filme surpreendeu ao se tornar um grande fracasso de bilheteria na época de seu lançamento. Aparentemente, o público o achou estranho demais...

Um dos destaques do filme é a envolvente narrativa lenta e misteriosa, que lembra os clássicos do terror e da ficção científica dos anos 50, como “Vampiros de Almas” e “A Bolha assassina”.

Indicado principalmente para fãs de terror e ficção científica, “Força Sinistra” é entretenimento garantido.

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Título Original: Lifeforce
Gênero: Terror / Ficção Científica
Tempo de Duração: 116 min
Ano de Lançamento: 1985
Qualidade: DVDRip
Formato: Rmvb (RAR)
Áudio: Inglês
Legenda: Português
Tamanho: 402 mb


quinta-feira, 16 de julho de 2009

IT


Derry, no maine é uma pacata cidade que foi aterrorizada 30 anos atrás por um ser conhecido como ?A Coisa?. Suas vitimas eram crianças, ele se apresentava na maioria das vezes como o palhaço Pennywise. Com essa forma, ele reaparece 30 anos depois. Quem sente sua presença é Michael Hanlon (Tim Reid), um bibliotecário e um único, de um grupo de sete amigos, que continuou morando em Derry. Assim ele liga para seus sete amigos que juraram um dia combater A Coisa. Porém esse juramento pode lhes custarem a vida.

Essa é praticamente a sinopse do filme, e de certeza não empolga nem um pouco, mas "It" é um bom filme de terror e tem uma historia interessante onde alem do terror é explorado bastante a vida de cada personagem.

Esse é mais um daqueles filmes de Stephen King que são produzidor para a TV e tem mais de 4 horas. O filme é dividio em dois atos, o primeiro é a infancia das 7 crianças e o segundo é ja na fase adulta dos personagens.

O primeiro ato do filme é muito bom, é extremamente assustador, o palhaço Pennywise consegue meter medo em qualquer machão, e oque acho legal que as vezes o filme parece ser mais um drama pois explora bastante a vida e os problemas de cada uma das crianças, com isso criando uma maior identificação e ligação com cada personagem, assim nas horas de terror você sente mais medo e torce pelo sucesso deles.

Ja o segundo ato é um desastre total, o atores escolhidos são pessimos, atuações horriveis e varias cenas constrangedoras e sem sentido. Como em um dialogo no final do filme onde um dos personagens do nada esta chorando e fala que é virgem, isso sendo um assunto nunca tocado em mais de 4 horas de filmes e nenhum dos outros personagens comentam sobre isso, desnecessario demais. Mas ate que é razoavel esse ato, oque estraga por completo é o final do filme onde muda totalmente o filme, de um palhaço demoniaco ele vira um monstro aranha com efeitos especiais piores que os das epocas de 50. Não tem como comentar muito o final porque seria um spoiler muito grande, mas é trash e ruim demais, consegue estragar um filme que poderia estar entre os classicos do terror. Mesma coisa que aconteceu com outro bom filme de Stephen King, "Fenda no Tempo", onde o filme é otimo, ate chegar o final e estragar tudo com efeitos especiais que fazem o espectador dar risada e estragando o filme.

Eu nunca li o livro, mas as pessoas que leram falaram que foi uma pessima adaptação, mas isso é uma coisa comum, geralmente as pessoas que leram o livro antes de assistir os filmes acabam não gostando porque ao ler o livro cada um imagina como são as coisas e o filme é apenas uma delas.

Mas recomendo o filme, acho muito bom ele, pena que o segundo ato e o final deixar a desejar comparado com o primeiro. Não é uma obra-prima, mas é mais um dos otimos filmes de Stephen King.

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Título Original: IT
Gênero: Terror
Qualidade: DVDRip
Formato: Rmvb
Áudio: Inglês
Legenda: Português

Maratona da Morte(Marathon Man)


Dustin Hoffman é Babe, tranquilo universitário e maratonista que acaba enredado numa complicada trama mortal envolvendo um fugitivo nazista, Christian Szell. Laurence Olivier foi indicado ao Oscar por sua brilhante atuação como o sádico Szell, que transforma utensílios dentários em instrumentos de tortura. Baseado no best-seller de William Goldman, o filme eletrizante mantém o suspense até o final.

A história conhecidíssima: durante as gravações de “Maratona da Morte” (Marathon Man, EUA, 1976), o veterano Laurence Olivier encontrou com o colega de elenco Dustin Hoffman durante um vôo de Nova Iorque a Los Angeles. Espantado com as olheiras do ator, o astro inglês lhe perguntou o que andara fazendo para ficar daquele jeito. Dustin respondeu que havia ficado três noites sem dormir, para filmar uma cena em que seu personagem ficava… três noites sem dormir. Chocado, sir Olivier faz a pergunta que se tornaria lendária: “Mas Dustin, por que você simplesmente não interpreta? É mais fácil!”

A anedota ganhou uma tremenda fama entre as rodas de atores em Hollywood, porque expunha de maneira crua o duelo entre os dois métodos de interpretação mais importantes desenvolvidos no século XX. Uma vinha da tradição teatral inglesa, mais intelectual do que física, e tinha o próprio Olivier – mestre das peças de Shakespeare – como maior representante; a outra era a técnica proposta por Lee Strasberg, do Actor‘s Studio, com base nos estudos do russo Stanislavski. Criado nos anos 1950, “O Método” propunha um mergulho total do ator dentro do personagem para interpretá-lo em todas as suas nuances. Marlon Brando era seu ícone máximo.

O fato é que a história foi publicada pela revista Time e acabou ganhando status de lenda urbana. Seria verdade? O DVD de “Maratona da Morte encerra a questão de uma vez por todas. O próprio Dustin Hoffman relembra o fato num dos dois documentários (45 minutos, ao todo) que acompanham o disco. Hoffman confirma a história toda, com uma única ressalva: “Eu nunca disse que havia ficado três dias acordado apenas com o objetivo de interpretar a cena; lembrem-se que aquela era a época da Studio 54 (boate famosa em Nova York na década de 1970)”, diz, sorrindo maliciosamente.

O duelo de interpretação entre dois ganhadores do Oscar, representantes de estilos tão distintos, permanece como maior atração do filme. É uma briga sem vencedores – quase saem faíscas da tela. Hoffman encarna um atormentado estudante de pós-graduação, Babe, que luta para explicar o suicídio do pai, ex-professor universitário, e cronometra longas corridas diárias. Ele é acidentalmente envolvido numa trama internacional de espionagem que começa com uma prosaica discussão automobilística entre dois velhinhos. A tal briga acaba num acidente que pode terminar por revelar o paradeiro do mais procurado carrasco nazista foragido: o dentista alemão Christian Szell (Olivier), autor das experiências mais atrozes da II Guerra Mundial.

“Maratona da Morte” pode ser inserido no contexto dos filmes policiais que vieram no rastro do sucesso de crítica e público de “Operação França” (1971). O uso prioritário de locações abertas é uma influência clara; a direção de fotografia num estilo cru, quase documental, com câmera tremida e luz natural, é outra. As cenas feitas embaixo da Ponte do Brooklyn fazem a homenagem mais explícita. O cineasta John Schlesinger conduz a trama com perfeição milimetricamente estudada. No início, são narradas várias histórias paralelas (a discussão dos velhinhos, o cooper estressado de Dustin Hoffman, uma inocente paquera na biblioteca da faculdade). Elas se cruzam, aparentemente sem ligação, e vão ganhando camadas extras de significado à medida que o filme anda.

O aparecimento de Olivier, sádico e feroz, proporciona uma seqüência antológica do cinema moderno: o carrasco nazista (inspirado em Joseph Mengele, que vivia anônimo no Brasil na ocasião) tortura o estudante numa cadeira de dentista, enquanto repete dezenas de vezes uma única frase, para desespero de um atordoado Hoffman: “É seguro?”. Passo a passo, contando com as presenças marcantes e charmosas de Roy Scheider (“Tubarão”) e da atriz suíça Marthe Keller, o cineasta conduz o filme a um final explosivo. De quebra, o espectador ainda ganha uma das cenas de perseguição mais bacanas do cinema, quando os comparsas do nazista tentam, de carro, pegar Dustin Hoffman correndo descalço e de madrugada entre becos e viadutos da Big Apple.

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Título Original: Marathon Man
Gênero: Suspense
Tempo de Duração: 125 min
Ano de Lançamento: 1976
Qualidade: DVDRip
Formato: Rmvb (RAR)
Áudio: Inglês
Legenda: Português
Tamanho: 413 mb

quarta-feira, 15 de julho de 2009

Tubarão(Jaws)


"Tubarão" pode ser considerada a obra-chave para compreendermos a carreira de Steven Spielberg. Em 1975, Spielberg ainda não passava de um cineasta promissor com dois filmes bons no currículo ("Encurralado", sua estréia no cinema, e "Louca Escapada", 1971 e 1974, respectivamente). Porém, veio "Tubarão" e apresentou ao mundo aquele que viria a se tornar um dos maiores artesãos do cinema em todos os tempos. Apesar da recepção silenciosa num primeiro momento, bastou "Tubarão" atingir o público jovem, no verão de 75, para Spielberg entrar para história.

Além de inaugurar o termo blockbuster, que nada mais é do que o filme destinado ao público jovem, geralmente sem cérebro algum ou história coerente, mas com muitos efeitos especiais e cenas rápidas e, de preferência, com bastante ação, Spielberg dirigiu o filme mais visto na história do cinema, com 62 milhões de espectadores. Posto isso, o leitor mais atento pode desconfiar da idoniedade desta crítica, afinal, no começo deste parágrafo é destacado que blockbusters geralmente não possuem um roteiro coerente, sendo filmes feitos na medida para o divertimento das platéias juvenis. Mas, para toda regra há exceção (com o perdão do trocadilho).


Nada é vago em "Tubarão". Spielberg conta uma história por trás dos ataques do tubarão e mostra que a crise familiar iria se tornar um tema recorrente em seu projeto de cinema. Em 1975, o realizador Steven Spielberg levou ao ecrã a novela campeã de vendas de Peter Benchley, e fê-lo com uma incrível intensidade e um angustiante suspense. "Tubarão", marcou para sempre os espectadores de todo o mundo, aterrorizando apenas com estas palavras: "Não entre na água". Uma vez instalado o pânico, Roy Scheider, Richard Dreyfuss e Robert Shaw unem esforços na luta desesperada para acabar com as quase três toneladas do terrível assassino branco.


Mesmo tendo como base a odisséia de um xerife, um ictiologista e um veterano pescador, "Tubarão" dissemina uma subtrama interessante. O personagem de Roy Scheider, o mais estudado dentre o trio de protagonistas principais, marca o início de um estudo bem pessoal da carreira de Spielberg. O xerife Martin Brody (Scheider) passa por maus bocados dentro de casa e isso serve como um bom pano de fundo para a história principal. Spielberg não perde o foco da narrativa e segura as duas horas de duração facilmente.

Assim como todo o trabalho, a trilha de "Tubarão" entrou para a história. Com apenas duas notas, o mestre John Williams compôs o acorde mais fantástico do cinema (obviamente inspirado no clássico "Psicose", de Alfred Hitchcock. E foi assim, com um boneco mecânico e com uma edição impecável, que o cinema se rendeu ao talento de Steven Spielberg. Mesmo após as três continuações deploráveis que o longa recebeu (o que pode ter confundido a cabeça do público mais desinformado), "Tubarão" ainda é e sempre será um clássico.

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Título Original: Jaws
Gênero: Suspense
Qualidade: DVDRip
Formato: Rmvb
Áudio: Inglês
Legenda: Português

terça-feira, 14 de julho de 2009

Acampamento Sinistro(Sleepaway Camp)


Era uma vez um acampamento... Era uma vez um assassino... Era uma vez um pequeno clássico... É assim que começa SLEEPAWAY CAMP, um dos filmes de maníacos em série mais cultuados dos anos 80, uma produção que possui seguidores ferrenhos, mesmo não sendo tão popular quanto SEXTA-FEIRA 13, que veio primeiro e acaba servindo de base de comparação.

E que me desculpem os que são eternos fãs da série SEXTA-FEIRA 13, mas mesmo sendo anterior, eu considero SLEEPAWAY CAMP mais divertido que seu irmão mais famoso. E por divertido também quero dizer ousado: em 1983, a idéia de que alguma criança em um acampamento está matando adultos e outras crianças já é polêmico por si só, porém ninguém esperava uma cena de encerramento tão perturbadora. Sem exagero, foi uma das cenas mais chocantes da história do horror na época e ainda tem impacto mais de duas décadas depois do lançamento.

E assim a "lenda" de SLEEPAWAY CAMP cresceu, se desenvolveu, virou cult, criou fãs incondicionais e após quase 25 anos de sua estréia, envelheceu bastante. E este envelhecimento tem um lado ruim e um lado bom. O lado ruim é que os espectadores acostumados a clips da MTV na tela grande vão atacar a película com paus e pedras. Estes alegarão que o ritmo é lento, há falhas de produção (especialmente no que diz respeito ao orçamento), contém aquele figurino ridículo da época entre outras coisas menores. Entretanto o lado bom diz respeito especialmente à nostalgia e à constatação de que produções de baixo orçamento feitos com criatividade, garra e boa vontade são peças cada vez mais raras hoje em dia. Bem, chega de babação de ovo e vamos ao roteiro.

Apesar de ser eternamente lembrada por sua revelação final, a criação de Robert Hiltzik como um todo não poderia ser mais bacana, porque ao contrário do que possa parecer a primeira vista, existe uma história interessante à ser contada e ela é mostrada com personagens bem desenvolvidos, estereótipos sem parecer vulgar e violência, bastante violência. As mortes oscilam entre a criatividade e o convencional: além do panelão de água quente, temos um afogamento, uma morte por picadas de abelhas, uma flechada no pescoço, apunhaladas, entre outras. Para tristeza dos fãs, Hiltzik não filmou mais nada após este filme de 1983, o que levou muitos a pensar que estava morto. Na verdade ele e sua esposa Missy (co-produtora de SLEEPAWAY CAMP) passaram a se dedicar exclusivamente a sua família.

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Título Original: Sleepaway Camp
Gênero: Terror
Qualidade: DVDRip
Formato: Rmvb
Áudio: Inglês
Legenda: Português

Invasores de Corpos


Com certeza a história deste filme exerce algum tipo de magnetismo sobre o público americano. De outra maneira, como explicar que a mesma história (originalmente um filme B) já tenha sido refilmado mais duas vezes, sem que as versões anteriores tenham sido grandes estouros de bilheteria? Foram bem, mas nada que justificasse tanto alvoroço.

Nesta segunda versão (a primeira é de 56, dirigida por Don Siegel; e a terceira é de 94, estrelando Forest Whitaker e Gabrielle Anwar), Donald Sutherland interpreta Matthew, um inspetor do Departamento de Saúde obcecado por seu trabalho e interessado em uma de suas assistentes, Elizabeth. Até que, certo dia, a moça revela estar preocupada com seu marido, um dentista, que mudou radicalmente de comportamento. De acordo com Elizabeth, seu marido não é mais o mesmo, e passou a andar com um grupo de pessoas cujo comportamento é igualmente estranho.

Porém, Matthew não dá a devida atenção à moça. Isso até que um outro conhecido lhe faz uma confidência semelhante: sua esposa também anda agindo de modo estranho. E o que parecia ser um fato isolado se torna comum: várias pessoas começam a estranhar o comportamento de seus respectivos companheiros. O primeiro a notar esta estranha `epidemia` é o psiquiatra David Kibner (interpretado por Leonard `Sr. Spock` Nimoy), amigo de Matthew.

Logo os heróis descobrem que algo de muito estranho anda acontecendo: as pessoas da cidade estão sendo gradualmente substituídas por uma espécie de `clone`, e ninguém sabe como nem porquê. Até que Matthew e seus companheiros passam a ser perseguidos pelos sinistros `invasores de corpos` e a caçada tem início.

Esta história, aparentemente ingênua, pode ser interpretada de várias maneiras possíveis (e foi): como crítica velada ao McCarthysmo; como representação da paranóia americana com relação à `ameaça` comunista; e, na versão mais recente, como uma referência à AIDS. Mas nada disso interessa: o que importa é que esta versão de Os Invasores de Corpo é tensa e bem-realizada (eu ainda não tive o prazer de ver a versão original, de 56, mas não acredito que este filme fique devendo muito a ela).

Donald Sutherland cria um Matthew frenético, que acredita que seu trabalho é o mais importante do mundo. Ele age como se o fato de um restaurante ter ou não fezes de rato na comida fosse capaz de mudar o destino da humanidade. Suas investigações são dignas de qualquer Sherlock Homes ou Hercule Poirot. Ele é, em suma, um homem que ama o que faz. Leonard Nimoy, ainda na fase pré-Jornada nas Estrelas (a série de cinema, obviamente, e não a da tevê), empresta todo o seu talento ao personagem mais ambíguo da trama, a quem o público não sabe se devota sua confiança ou suas suspeitas. Quanto a Jeff Goldblum... bem, basta dizer que ele já era Jeff Goldblum, com todos os seus tiques característicos de interpretação. Os demais atores estão corretos, e só isso.

Uma das falhas do filme é, curiosamente, entrar rápido demais na trama. Logo de cara Elizabeth percebe que seu marido não é mais o mesmo, e isso soa um pouco forçado. Será que não se pode ter um comportamento ligeiramente diferente do usual sem que alguém pense que não somos mais os mesmos? Fora isso, o filme lida bem com sua historinha despretensiosa.

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Titulo Original: Invasion of the body snatchers
Gênero: Ficção Científica
Tempo de Duração: 115 minutos
Ano de Lançamento (EUA): 1978
Formato: Rmvb
Legenda: Portugues

segunda-feira, 13 de julho de 2009

Os Deuses Devem Estar Loucos


Em sua caminhada pela mata, um aborígene africano encontra uma garrafa de Coca-Cola que foi jogada de um avião. Voltando à sua tribo, todos começam a disputá-la e o aborígene decide devolvê-la aos deuses, de onde ingenuamente pensa ter vindo. Sem querer, acaba encontrando a civilização e pessoas diferentes, como um médico meio maluco e um ditador tirano.

Esse é o "enrendo" do filme, coisa que para uma comedia de besteirol é oque menos importa. Esse filme é da safra dos melhores filmes de besteirol de todos os tempos como, "Top Gang", "Aperte os Cintos que o Piloto Sumiu", "Top Secret", entre outros. Hoje em dia 99% das comedias besteirol são satiras de filmes, "Os Deuses Devem Estar Loucos" é uma das excesões onde a maioria das piadas são originais sem precisar satirizar ninguem.

O genero de comedia besteirol é aquele de amar ou odiar, eu sou um dos que amam, filmes repleto de piadas a cada segundo e de tão idiotas conseguem arrancar otimas gargalhadas. Esse longa é um exemplo de como pode ser divertido, original e bem feito uma comedia besteirol. Classico das sessão da tarde nos anos 80/90.

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Título Original: The Gods Must be Crazy
Gênero: Comedia
Qualidade: DVDRip
Formato: Rmvb
Áudio: Inglês
Legenda: Português

Dia dos Namorados Macabro(Original)


Comemorar qualquer data festiva nos Estados Unidos é um hábito arriscado, pelo menos quando você faz parte de um filme de horror, pois pode ser impiedosamente esquartejado por um assassino psicopata mascarado, que considera aquele o "seu dia". Por isso, olho no calendário! Se for Dia das Bruxas, cuidado com o Michael Myers, da série HALLOWEEN. Se for uma sexta-feira 13, quem ataca é o Jason Voorhees, da interminável franquia do mesmo nome recentemente ressuscitada. Não bastasse esta dupla do barulho, ainda há outros psicopatas menos ilustres para cobrir as diversas outras datas comemorativas do ano: 1º de abril (A NOITE DAS BRINCADEIRAS MORTAIS), Natal (a franquia NATAL SANGRENTO), réveillon (RÉVEILLON MALDITO), Páscoa (PRAIA DO PESADELO), formatura (a franquia PROM NIGHT), Dia de Ação de Graças (no impagável trailer falso "Thanksgiving", que Eli Roth
dirigiuem GRINDHOUSE) e até Dia das Mães, além de outras festividades menos célebres.

E quando qualquer data mais ou menos conhecida é desculpa para matar, sobrou até para o Dia dos Namorados! Por isso, se você quiser festejar a data com sua namorada, tenha muito cuidado: é bem neste dia que o maligno Harry Warden sai às ruas. Ele é um mineiro (não, não nasceu em Minas Gerais, apenas é um sujeito que trabalha com mineração!), e usa uma velha picareta suja de sangue para mutilar suas vítimas inocentes e arrancar seus corações, que usa paa rechear caixas de bombons - ironicamente também em formato de coração! Bem, essa é a essência de DIA DOS NAMORADOS MACABRO (My Bloody Valentine), um slasher movie já clássico para a turma da antiga e bastante conhecido pelas suas intermináveis reprises na madrugada da Globo.

DIA DOS NAMORADOS MACABRO foi produzido no Canadá em 1981, um dos anos mais interessantes para os slasher movies, produzidos às pencas no rastro do sucesso do primeiro SEXTA-FEIRA 13 (lançado em 1980). Se filmes fossem vinhos, a safra de 1981 seria considerada excelente: como o leitor pode conferir no texto secundário do meu artigo sobre THE BURNING - CHAMAS DA MORTE, neste ano foram filmados e lançados mais de 30 slashers da era clássica desta subgênero, incluindo o já citado THE BURNING, HALLOWEEN 2, SEXTA-FEIRA 13 PARTE 2, HELL NIGHT - NOITE INFERNAL, QUEM MATOU ROSEMARY?, GRADUATION DAY e outros. Todos eram mais ou menos parecidos, mudando a motivação (e as roupas e máscaras) dos assassinos, e as cenas de morte. Mesmo no caso de DIA DOS NAMORADOS MACABRO, pode-se perceber facilmente, só pelo resumo da trama, que não há nada de novo para contar. Mesmo assim, o filme é divertidíssimo, e acima da média daquela "safra".

Claro que quem for assisti-lo hoje, quase 30 anos depois, com certeza vai achar um festival dos mais batidos clichês do subgênero. E é mesmo! Entretanto, é preciso salientar que DIA DOS NAMORADOS MACABRO foi feito lá atrás, entre os primeiros slasher movies produzidos, e se a maioria das situações hoje é conhecida e virou clichê, antigamente era tudo novo e assustador. Lá pelas tantas, por exemplo, algum personagem secundário começa a contar uma "assustadora" história do passado da cidade para os jovens, relatando a lenda de Harry Warden, e aí entram cenas em flashback, com uma musiquinha assustadora (um clichê máximo do gênero). E o que dizer do assassino mascarado cuja identidade é desconhecida e só revelada no típico final-surpresa? E da cena do casal atravessado por uma lança enquanto faz amor? E dos jovens que não ouvem os conselhos dos adultos e se fodem por causa disso? E do cara que só faz brincadeiras o tempo todo e, quando a coisa aperta, acaba levando a pior? E das mortes criativas? E do final, escancarado para uma continuação??? Pois é, escolha o seu clichê: o filme está repleto deles!

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Título Original: My Blood Valentine
Gênero: Terror
Qualidade: DVDRip
Formato: Rmvb
Áudio: Inglês
Legenda: Português

domingo, 12 de julho de 2009

O Cavaleiros das Trevas(The Dark Knight)



Batman Begins, como o nome já deixa bem claro, era uma promessa de um início e não uma ressureição ou volta. Era uma quase ordem para que se esquecesse os filmes de Tim Burton e nem se preocupasse com o que foi cometido por Joel Schumacher. O papo ali era sério. O intuito era mostrar um Homem-Morcego de verdade, em um mundo como o nosso, cheio de corrupção, gente falsa e gananciosa e uma alma disposta a mudar tudo isso.

Agora, acabou o papo do "Era uma vez...". Bruce Wayne (Christian Bale) está de volta a Gotham City mais rico e poderoso do que nunca. E o Batman já deixou de ser apenas um mascarado para se tornar um fio de esperança para a cidade e um enorme perigo para os criminosos.

Quando Batman - O Cavaleiro das Trevas (The Dark Knight, 2008) começa, o herói está formado, amadurecido. E isso tem suas conseqüências: 1. O crime organizado se mobiliza com um objetivo em comum: destruí-lo; 2. Pessoas sem treinamento se fantasiam inspirados nos atos de bravura do herói; 3. Surgem malucos dispostos a desbancá-lo por ganância ou simples vontade de ver o circo pegar fogo.

Esta última definição obviamente é uma descrição simples e rápida do maior nêmesis do Cavaleiro das Trevas, o Coringa (Heath Ledger em seu trabalho completo). O personagem criado pelo australiano é um psicopata, assassino sem dó, anarquista que só pensa em uma coisa: criar o caos. Do jeito de andar à forma como ele fala e age, tudo contribui para que não haja qualquer comparação com as versões anteriores do Palhaço do Crime. Pistolas com bandeirinhas escrito "BANG"? Isso é coisa de menininho de 4 anos. O truque agora é fazer lápis desaparecer. E por isso vale o alerta: crianças, fiquem em casa, porque o novo Coringa dá medo!

E ele não vem sozinho como o único novato à série. Do lado oposto surge um "Cavaleiro Branco", o promotor de Justiça de Gotham City, Harvey Dent (Aaron Eckhart). Lutando com as armas que têm em mãos, Dent vai trabalhando duro para se tornar um herói sem máscara, símbolo de uma luta que pode, sim, ter fim, se todos acreditarem e fizerem o que é certo. Seu discurso e suas atitures levaram para o seu lado a jovem assistente da promotoria Rachel Dawes (Maggie Gyllenhaal substituindo e melhorando o que havia sido feito pela sem-graça Katie Holmes no primeiro filme), o tenente Jim Gordon (Gary Oldman) e até mesmo o verdadeiro Bruce Wayne, que nada tem a ver com o playboy festeiro criado como disfarce ideal para o defensor de Gotham.

Para contar as histórias de tantos persongagens do jeito que queria, o diretor Christopher Nolan, que assina o roteiro ao lado do seu irmão, Jonathan, criou um filme que algumas pessoas podem julgar longo, 152 minutos. Mas a verdade é que as mais de duas horas e meia de projeção parecem pouco em um filme que não diminui o ritmo e vai emendando um suposto clímax em algo ainda mais grandioso e dramático. Duas cenas, aliás, merecem destaque especial: o desfecho da cena do hospital e a seqüência do caminhão. Nada de computação gráfica: tudo aconteceu de verdade e foi captado pelas câmeras em um único take que não permitia segundas tomadas. O realismo a que Nolan gosta tanto de falar, vai além de buscar personagens reais. Ele cria também situações reais e que deixam qualquer um de boca aberta.

Não só isso! Nolan parece que ouviu as críticas ao filme anterior e tratou de suavizá-las. Esqueça o alívio cômico protagonizado por Alfred (Michael Caine). Há algumas falas engraçadas, mas sempre dentro de um contexto.

Cansou de ler tantos elogios? Então saiba que Batman - O Cavaleiro das Trevas não é perfeito. Ele tem um defeito enorme: vai ser difícil fazer algo melhor para o personagem. Mas não impossível. Nada é impossível quando se tem dinheiro, técnica e obstinação. Boa sorte, Bruce. Boa sorte, Christopher!

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Título Original: The Dark Knight
Gênero: Ação
Qualidade: DVDRip
Formato: Rmvb
Áudio: Inglês
Legenda: Português

Quebrando a Banca


É incrível o poder que Las Vegas tem sobre as telonas. É uma cidade bela, colorida, divertida (se você não sair de lá sem dinheiro) e bela. E ainda fica mais bela na tela grande. E neste filme não só a cidade é explorada, como a jogatina e suas nuances, baseado num roteiro inteligente e em atuações bastante interessantes.

O filme é baseado no artigo de Ben Mezrich publicado na edição de setembro de 2002 da revista Wired. Em sua crônica sobre os jovens gênios do MIT que haviam quebrado a banca de Vegas, a matéria de Mezrich possuía de tudo: ação de alto risco, fugas por um triz da equipe de seguranças de Vegas e os altos e baixos do estilo de vida glamuroso de Vegas. Seu artigo era uma história verídica com todos os elementos de um thriller de Hollywood.

No filme, Ben Campbell (Jim Sturgess) é um aluno tímido e superdotado do MIT que – precisando pagar seus estudos na faculdade – encontra a solução nas cartas. Ele é recrutado para unir-se ao grupo de alunos mais geniais da faculdade que rumam para Vegas todos os finais de semana munidos de identidades falsas e do know-how para virar as chances de ganhar no jogo a seu favor. Liderados pelo professor de matemática heterodoxo e gênio da estatística Micky Rosa (Kevin Spacey), eles conseguem criar um código infalível.

Contando cartas e empregando um complexo sistema de sinais, o grupo consegue quebrar a banca de vários cassinos. Seduzido pelo dinheiro, pelo estilo de vida de Vegas e por Jill Taylor (Kate Bosworth), uma colega de grupo inteligente e sexy, Ben começa a extrapolar os seus próprios limites. Embora contar cartas não seja ilegal, os riscos são altos e o desafio se torna não apenas manter a contagem numérica correta, mas também se manter um passo à frente do supervisor de segurança dos cassinos: Cole Williams (Laurence Fishburne).

Com um roteiro extremamente hollywoodiano, o filme contém todo o drama e a adrenalina que faz de um filme desses uma divertida viagem. E Vegas continua bela com seu clima e suas luzes, e é muito bem transportada para as telonas pelas mãos do ágil diretor Robert Luketic ('Legalmente Loira'), que consegue mantém o filme em um bom nível. Uma ótima sessão pipoca para o final de semana.

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Título Original: 21
Gênero: Drama
Tempo de Duração: 123 min
Ano de Lançamento: 2008
Qualidade: DVDRip
Formato: Rmvb (RAR)
Áudio: Inglês
Legenda: Português
Tamanho: 391 mb

sábado, 11 de julho de 2009

Psicose


Clássico dos clássicos do cinema mundial. Psicose não é só um dos melhores filmes da história, mas também um dos mais plagiados, satirizados e ousados também. Partindo de uma premissa bem simples, o filme virou o marco que é por ter um segredo muito bem guardado, um roteiro que se desenvolve de maneira bem assustadora, atores inspirados conduzidos de maneira mágica pelo gênio Alfred Hitchcock e muito mais. Para mim, sua obra máxima.

A história é baseada em um livro de Robert Bloch e teve seu roteiro escrito por Joseph Stefano, sendo muito feliz na adaptação. Marion Crane é uma bela secretária de uma imobiliária. Certo dia, após seu patrão ter fechado um belo negócio e recebido 40.000 dólares em dinheiro, a loira dos olhos claros não resiste à tentação e rouba a quantia, a fim de conseguir viver com seu amante. Assim se tem início uma fuga da loira para que seu patrão e os outros não a capturem. Só que esse desenvolvimento não é como nos filmes atuais, cheio de perseguição, explosões e ação desenfreada, e sim é um minucioso desenvolvimento psicológico de Marion, onde você sente claramente tudo o que ela está sentindo, sejam pelas falas bem escritas ou pela perfeita direção de Hitch. As expressões de Janet falam por si só muitas das vezes.

O fato curioso é que, no meio da história, o filme troca de protagonistas. Marion deixa de importar para entrar em cena um dos personagens mais marcantes da história: Norman Bates (Anthony Perkins). Norman é dono de um motel de estrada deserto e cuida da mãe, que nunca o deixa se relacionar com outras mulheres, talvez pelo medo de perder o filho para uma moça qualquer. Só que o rapaz se importa, e muito, a ponto de fazer qualquer coisa para que a polícia não descubra um crime que sua mãe cometeu em um passado recente. É nessa parte que temos o brilhantismo e a profundidade do personagem trabalhado. Perkins convence a todo o momento, seu olhar cínico para os policiais, seu carisma, tudo faz com que nos identifiquemos com ele. E tudo contribui para a surpresa que o final do filme nos reserva.

O legal é que nenhum personagem do filme está lá gratuitamente, todos têm sua importância, mesmo que não seja de maneira tão clara. O amante, por exemplo, aparece só no início, mas no final ele retorna e tem uma importante participação no caso. O detetive dá um ponto de equilíbrio para o raciocínio dos personagens envolvidos na história. O policial que pára Marion serve para aprofundar ainda mais o estado psicótico dela. Enfim, nada é gratuito, nada é por acaso. Muito menos as cenas de suspense.

Psicose possui uma das cenas que considero dentre as três mais famosas da história do Cinema: o assassinato no chuveiro. A cena é perfeita. Desde o momento em que o assassino entra no banheiro até a parte final, em que a vítima fica com o rosto colado no chão, sem piscar, enquanto a câmera vai afastando de um lindo close, tudo funciona da maneira certa. Os cortes são usados de maneira rítmica. Ao mesmo tempo em que é desferida uma facada, há um corte. É uma dança de montagem, tudo perfeitamente acompanhado pelo clássico tema de Bernard Herrmann. Como curiosidade, o sangue que rola na cena, na verdade, é calda de chocolate, e os barulhos das facadas são, na verdade, facas sendo encravadas em melões. A ousadia também marca a cena: além de uma dublê nua em certos momentos (nada absurdo, tudo com a sutileza típica de Hitch), nesse filme é que foi pela primeira vez exibido um vaso sanitário nas telas, até então item proibido pela censura.

Outro fator curioso é que Psicose foi extremamente barato. Custou apenas 800.000 dólares e faturou mais de 40 milhões somente em bilheterias. Lógico, digo ‘apenas’ por causa dos padrões cinematográficos de orçamento, mas até para a época o custo foi baixo, mesmo se comparado a outros filmes anteriores de Hitch, como Um Corpo que Cai e Intriga Internacional, que custaram mais de 3 milhões de dólares cada. O custo foi muito bem utilizado, como o preço dos direitos autorais do livro (apenas 9 mil) e ter-se a participação de vários atores do show que Hitch tinha na TV. Orçamento não foi o motivo que levou o diretor a filmar em preto-e-branco, e sim porque ele achava que o filme ficaria sangrento demais à cores, o que acabou acontecendo com a recente refilmagem.

O tema criado por Bernard Herrmann já foi citado anteriormente, mas não é só da música que Psicose brilha na parte sonora. Claro, ela ajuda muito a manter o clima de tensão que quase sempre está presente, mas o som também é usado de maneira brilhante no aspecto narrativo. Além de criar totalmente um personagem, há momentos interessantíssimos que valem ser citados, como quando Maire está fugindo de carro. A imagem fica fixa no rosto da atriz, mas o som está em outro lugar, mais precisamente onde o chefe se encontra procurando a secretária em fuga. Ficamos vendo seu rosto, completamente alterado do estado normal, enquanto o som nos ambienta do que está acontecendo em outro lugar.

Recentemente, mais precisamente em 1998, o filme recebeu uma péssima refilmagem. Dirigida por Gus Van Sant (que não é um mau diretor), o remake peca em tudo o que pretendeu. Desde a personificação de Norman Bates, que aqui está caracterizado de uma forma que estrague tudo o que Hitch preservou em guardar segredo, Gus ainda usa exatamente todos os planos idênticos a versão de 1960. Ao invés de criar sua versão sobre o filme, ele apenas fez uma cópia barata, menor e dispensável. Transformou o clássico em um banho de sangue, além de estragar para muitas pessoas toda a surpresa que Hitch preservava em guardar (tanto que, em 1960, não era permitida entrar em uma sessão de Psicose após ela já ter tido início).

O filme também passou em branco na premiação do Oscar na época. Chegou a ser indicado para 4 estatuetas, de melhor diretor (prêmio nunca recebido pelo gênio em questão), atriz coadjuvante, fotografia e direção de arte. Nem a melhor filme chegou a ser indicado, uma das maiores injustiças das inúmeras que a Academia já cometeu. Pelo menos Janet recebeu o prêmio de melhor atriz coadjuvante no Globo de Ouro do ano. Mas vamos deixar as dores de cotovelo de lado, pois o filme supera tudo isso.

Talvez a única falha de Psicose seja justamente o finalzinho do filme, o final mesmo, os últimos instantes, que o torna auto-explicativo demais, quando não era necessário e todas as cartas da manga já haviam sido reveladas. Tudo o que era necessário para a compreensão de tudo o que houve na trama já havia sido dito. Mas não é um defeito grave, é apenas uma cena gratuita para os que não acompanharam as resoluções dos acontecimentos, nada que atrapalhe o resultado final da obra.

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Título Original: Psycho
Gênero: Suspense
Qualidade: DVDRip
Formato: Rmvb
Áudio: Inglês
Legenda: Português

Principe das Sombras


Após o fracasso injusto de "Aventureiros do Bairro Proibido" e totalmente "p" da vida com os grandes estúdios, John Carpenter assinou contrato com a pequena Alive Films que previa a produção de quatro filmes de baixo orçamento, mas que em compensação daria muito mais liberdade para o veterano diretor. O primeiro deles foi justamente "Príncipe das Sombras" um assustador suspense sobrenatural que trata de (anote aí:) possessão demoníaca, religião, conspirações da Igreja e até viagem no tempo!

Tudo tem início quando o padre Loomis (será parente do Dr. Loomis de Halloween? Hehe), interpretado pelo grande Donald Pleasence, descobre o segredo que um antigo padre guardava quando este acaba de falecer. Trata-se de uma chave e um diário que contém segredos importantes sobre a possível vinda do anticristo. Enquanto isso em uma faculdade de Física em Los Angeles, o professor Birack (Victor Wong de "Aventureiros") está dando mais uma aula para seus alunos, Catherine (Lisa Blount), Brian (Jameson Parker), Kelly (Susan Blanchard) e Walter (Dennis Dunn, também de "Aventureiros"). Birack não é o típico cientista que alguém espera que seja. Chega a abandonar a razão muitas vezes e entrar em papos filosóficos como quando diz: " Tudo isso é falso! Libertem-se da realidade clássica. A nossa lógica em nível subatômico é só fantasmas e sombra"

O tal padre Loomis descobre que a tal chave tão querida pelo falecido padre abre as portas de um salão da igreja que guarda um sinistro segredo. Para ajudá-lo na descoberta do segredo, Birack é chamado para um encontro onde o padre lhe explica a crítica situação. Ao que parece o padre falecido fazia parte de uma seita chamada "A Irmandade do Sono", que de tão secreta nem o próprio Vaticano sabia de sua existência. A tal Irmandade, a cada geração, escolhia um padre para guardar a igrejinha da cidade e seu maior segredo, um enorme cilindro que contém um líquido misterioso. O problema é que o tal líquido é nada menos que o filho de Satã! Com a intenção de provar cientificamente os relatos contidos em um livro e por conseqüência a verdade sobre a vinda do AntiCristo, Birack e Loomis organizam uma junta científica para ir na igreja e estudar as provas. Além dos estudantes de física de Birack se juntam a lingüista Lisa (Ann Yen) , a radiologista Susan (Anne Marie Howard), Leahy (Peter Jason, do posterior Eles Vivem) , o microbiólogo Calder (Jessie Lawrence Ferguson , mais conhecido como o gângster que tem os dedos cortados no comecinho de Darkman) e o bioquímico Frank (Robert Grasmere)

No começo ninguém sabe ao certo o que pesquisar, o que aguça a curiosidade de todos. Só que ao passo que vão descobrindo a verdade sobre os escritos e sobre o tal líquido coisas estranhas vão acontecendo na Igreja.

Começa com os mendigos da rua que estão aparentemente em um estado de "zumbificação" e matam todos que tentam sair da igreja. E o líder deles é ninguém menos que o famoso cantor de rock Alice Cooper.

Em outro momento, Susan quando sozinha com o tal cilindro, nota que há um vazamento dele e a água ao invés de escorrer pelo chão está se acumulando no teto! É aqui que Carpenter economiza uma boa grana em efeitos especiais usando o truque mais velho da história do Cinema. Somente colocando a câmera invertida fazendo parecer que o cilindro está pingando "para cima" e o teto está alagando. E quando Carpenter precisa que a água do teto "desça" simplesmente retrocede o filme! Efeitos extremamente simples e que não gastam um centavo, um ótimo exemplo para diretores de hoje em dia que acham que efeitos especiais são a solução pra tudo. Voltando ao filme, Susan recebe um jato do tal líquido na boca e na mesma hora fica possuída e vira uma espécie de "zumbi" e começa a "infectar" um a um dentro da igreja sempre "vomitando" o líquido na boca de suas vítimas.

"Príncipe das Sombras" é um daqueles filmes que além de serem assustadores ainda jogam mensagens "filosóficas" para o público. Carpenter em seu roteiro (ele assina como Martin Quatermass) mostra o filho de Satã como algo físico e não espiritual, e em um momento o padre interpretado por Donald Pleasence - totalmente chocado com as novas revelações - explica: " Decidiram fazer do mal uma força espiritual (...) Era mais conveniente. Assim o Homem ficava no controle. Mentira Idiota! Eramos vendedores, só isso. Vendíamos nosso produto aos que precisavam. Uma vida nova, gratificar-nos, punir inimigos para nossa verdade reinar." E Carpenter ainda vai mais longe com revelações como a de que Jesus seria na verdade um alienígena! Não sei como o filme não ocasionou alguma confusão com grupos católicos ou a própria Igreja, já que Dogma de Kevin Smith deu toda aquela confusão por muito menos. Outro detalhe interessante do roteiro, e que não é bem explicado, é um estranho "sonho": todos que dormem nos arredores da Igreja e recebem uma imagem assustadora da fachada da igreja e de um silhueta gigantesca saindo dela (será o demônio finalmente liberto?) isso com uma narração de fundo que explica que o que estamos vendo não é um sonho e sim uma mensagem do futuro. Uma cena que consegue dar um frio na espinha.

Em certo momento um dos pesquisadores é infectado com todo o líquido do recipiente e se transforma em uma espécie de hospedeiro do mal. Seu corpo vai se transformando lentamente com barulhos de ossos se partindo e se reorganizando e seu rosto começa a ficar cheio de pústulas e feridas no melhor estilo exorcista, a maquiagem excelente ficou a cargo de Frank Carrisosa que voltaria a trabalhar com Carpenter em "Eles Vivem". Isso tudo aos olhos de um amedrontado Walter (Dennis Dun), que fica preso em um armário e seu único modo de se comunicar com os outros sobreviventes é através de uma parede. Esse é um dos momentos mais angustiantes do longa, onde os sobreviventes na outra sala tentam quebrar a parede para salvar Walter. Outro momento interessante é quando o padre Loomis está escondido em um cômodo tentando fugir dos possuídos e ao rezar, começa a chorar e questionar onde estaria Deus nesse momento. Uma ótima cena, onde Pleasence simplesmente brilha.

"Príncipe das Sombras" se saiu bem nas bilheterias, já no primeiro fim-de-semana se pagou (o filme custou 3 milhões e faturou mais de 4 milhões e seiscentos mil) e o total arrecadado ao fim das exibições nos cinemas foi de mais de 14 milhões só nos Estados Unidos. Mas se por um lado foi um êxito comercial e de público, os críticos continuaram a pegar no pé do diretor, segundo ele: "O filme não foi bem sucedido pela crítica. Eles estavam zangados porque eu tinha voltado ao terror. Existe uma coisa de governar e perdoar na sociedade americana. Querem construir todos os nossos heróis para depois destruí-los. Quando voltam e se rendem, nós os aceitamos.
Mas o herói que é construído e destruído e volta para fazer algo 'ruim' ninguém entende, e por isso ninguém consegue entender porque eu resolvi voltar a fazer filmes de terror e foi porque eu estava muito cansado dos estúdios." E sobre a vontade de fazer o filme, ele também comenta: "Eu queria trabalhar com Donald Pleasence novamente e queria trabalhar com alguns atores asiáticos com quem havia trabalhado em 'Aventureiros do Bairro Proibido', e eu queria fazer um filme verdadeiramente assustador." É, parece que conseguiu, como sempre.

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Título Original: Prince of Darkness
Senha: http://langolierss.blogspot.com/
Gênero: Terror
Qualidade: DVDRip
Formato: Rmvb
Áudio: Inglês
Legenda: Português

sexta-feira, 10 de julho de 2009

Fenda no Tempo(The Langoliers)


Stephen King é o autor literário mais adaptado para o cinema do século XX. Durante pelo menos três décadas (1970, 80 e 90), dezenas de livros e contos dele foram transformados em filmes pelos estúdios de Hollywood, com qualidade variável. Fanáticos pelos romances de King, contudo, têm a tendência de considerar a maior parte das produções insatisfatória. A razão é prosaica: adaptações literárias quase sempre implicam em reduções, simplificações e alterações, enquanto o leitor médio do escritor tende a considerar perfeito quase tudo o que ele escreve. Foi por isso que o próprio King passou a preferir, em meados dos anos 1990, a transformação de seus livros em minisséries de televisão, ao invés de filmes em longa-metragem.

Com mais tempo de tela, os seriados tinham como manter porções maiores da criação original de King. Já um filme dificilmente ultrapassa as três horas de duração. Foi por isso que o seriado “A Dança da Morte” (1994), com seis horas de duração, se transformou numa das adaptações favoritas dos fanáticos pela obra de Stephen King. O sucesso trouxe a reboque diversas outras séries, quase sempre com a colaboração direta do escritor. Este é o caso da claustrofóbica “Fenda no Tempo” (The Langoliers, EUA, 1995), série que começa muito bem e termina muito mal, construída sobre um dos cenários mais intrigantes a sair da mente fértil de King. O romancista até faz uma ponta no telefilme, embora não tenha tido participação direta no roteiro.

A história mostra um grupo de dez passageiros de um vôo doméstico, nos Estados Unidos, que acorda no meio da viagem e descobre que todos os outros passageiros e tripulantes desapareceram misteriosamente, deixando para trás apenas objetos pessoais, como relógios, perucas, dentaduras e pinos cirúrgicos. Para piorar, a comunicação com o exterior é nula, e não é possível ver nem mesmo as luzes das cidades que o avião sobrevoa. Sem conseguir entender os dois fatos associados (uma guerra nuclear poderia ser a resposta para a ausência das metrópoles, mas não explicaria o desaparecimento dos passageiros ausentes), resta aos sobreviventes tentar pousar o avião e tentar entender o quadro completo, se é que isto é possível.

O melhor de “Fenda no Tempo” está no primeiro ato. Extremamente claustrofóbica (porque filmado quase inteiramente dentro de um avião) e angustiante, a trama gera interesse porque funde conceitos sedutores, bastante explorados pela cultura pop – viagens no tempo, apocalipse nuclear, realidades alternativas – em uma história original e inventiva, povoada por um grupo interessante de personagens. Há um piloto traumatizado pela morte da esposa (David Morse), um executivo estressado pela perda de milhões de dólares em ações (Bronson Pinchot) e um irlandês agressivo de passado violento e misterioso (Mark Lindsay Chapman). Como nem tudo é perfeito, há também os personagens melodramáticos e chatinhos que King sempre gosta de incluir nos livros que escreve, e eles incluem uma menina cega com dotes de vidente e uma professora balzaquiana a caminho de encontrar o primeiro pretendente dos últimos 20 anos.

De todos eles, o personagem mais importante acaba sendo o escritor de romances populares (Dean Stockwell), obviamente baseado no próprio King. Embora não participe da ação física, é ele quem utiliza o princípio da dedução, de maneira a ir descobrindo pouco a pouco o contexto fantástico da jornada empreendida pelos passageiros do vôo desgarrado da realidade. Sem ele, não seria possível entender o cenário completo. Aqui, Stephen King também recorre a uma fórmula bem conhecida de seus leitores: cada personagem tem pelo menos um momento de protagonista, de “salvador da pátria”, em que se torna fundamental para o inevitável final feliz. Este elemento, associado ao já conhecido sistema de punições morais típico da obra de King (quem cometeu mais erros no passado sempre ganha punições maiores), ameaça de tempos em tempos afundar o filme no melodrama mais deslavado.

A direção do cineasta Tom Holland (que fez pelo menos um sucesso juvenil nos anos 1980, o misto de horror e comédia “A Hora do Espanto”) é correta, e ele leva o mérito de ter conseguido manter toda a ação em apenas dois cenários – o avião e um aeroporto abandonado – o que acentua a tensão da narrativa. Apesar dos acertos, porém, os efeitos especiais patéticos que surgem no terceiro ato, perto do clímax, ameaçam seriamente a credibilidade da produção. Provavelmente sem dinheiro no orçamento, Holland não tem pudor de pôr animações em 2D (ou seja, desenhos animados feitos com caneta e papel) para contracenar com os atores, criando um híbrido deslocado que ficaria bem em um filme B de Zé do Caixão, mas acaba soando constrangedor em uma minissérie que se leva muito a sério. É como água e óleo, que nunca se misturam. Apesar do senão, a fidelidade canina ao texto de King e o bom primeiro ato garantem a diversão.

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Título Original: The Langoliers
Gênero: Ficção Cientifica
Qualidade: DVDRip
Formato: Rmvb
Áudio: Inglês
Legenda: Português

Dragão, A Historia de Bruce Lee


Vinte anos após a morte de Bruce Lee, Hollywood o homenageou com o filme-biografia "Dragon - The Bruce Lee Story" ("Dragão - A História de Bruce Lee" ), baseado no livro de Linda Lee e estrelado por Jason Scott Lee (sem parentesco), como Bruce Lee e Lauren Holly no papel de Linda. O filme foi um sucesso de bilheteria e indicado ao MTV Movie Award. Ainda em 1993, Bruce Lee ganhou uma estrela na Calçada da Fama, em Hollywood com as presenças de Linda e Shannon Lee e o ator Jean Cloude Van Damme na cerimônia.

Jason Scott Lee e Lauren Holly estrelam este inesquecível filme sobre a vida, amor e o destemido espírito do lendário Bruce Lee. Desde os rigorosos treinamentos em artes marciais na infância, Lee descobre seu sonho de abrir sua própria escola de Kung-fu na América. Depois de longo tempo ele é descoberto por um produtor de Hollywood (Robert Wagner) e começa sua meteórica subida para a fama e o curto reinado como um dos mais carismáticos heróis de ação na história do cinema.

Eu gosto bastante de filmes biograficos e baseados em fatos reais. Por saber que o tema abordado ja existiu, é mais facil você acreditar no que esta vendo. Bruce Lee é um dos atores mais importantes do seculo 20 nos cinemas, ele foi responsavel pela popularização dos filmes de Hong Kong. É o criador do Jeet Kune Do e considerado um dos maiores lutadores de Artes Marciais de todos os tempos.

Esse filme eu recomendo para todas as pessoas que não tiveram ainda a oportunidade de conheceer a historia de Bruce Lee e ter noção da importancia que ele teve para o cinema atual.

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Título Original: Dragon: The Bruce Lee Story
Gênero: Ação/Aventura
Tempo de Duração: 119 min
Ano de Lançamento: 1993
Qualidade: DVDRip
Formato: Rmvb (RAR)
Áudio: Inglês
Legenda: Português
Tamanho: 405 mb


quinta-feira, 9 de julho de 2009

Ecos do Alem(Stir of Echoes)


Tom Witzky é um homem normal, com uma esposa grávida e um filho pequeno. Durante uma conversa com amigos, ele convence sua cunhada a hipnotizá-lo, para provar que a hipnose não existe. A hipnose não só dá certo como, por causa de uma frase que sua cunhada diz (”Mantenha a mente aberta”), Tom começa a ter um contato com o além. Ele se transforma em um receptor. Depois de abrir as portas da sua mente para o sobrenatural, ele começa a se comportar de maneira estranha. Enxerga o espírito de uma mulher e busca incessantemente solucionar o mistério que o fantasma esconde. A atmosfera obscura e de medo constante é um dos grandes destaques do filme. As cenas close-up e pontos de vista distorcidos causam impacto e realçam o medo e obsessão.

O período que compreendeu o final dos anos 90 do século passado pode ser bem lembrado pelos apreciadores do cinema de horror, devido à produção de alguns ótimos filmes com temáticas similares explorando histórias de fantasmas, suspense sobrenatural e comunicações com mortos. O pódio resultante da mistura desses atraentes elementos do cinema fantástico é formado principalmente por "O Sexto Sentido" (The Sixth Sense, 1999), de M. Night Shyamalan e com Bruce Willis, "Revelação" (What Lies Beneath, 2000), de Robert Zemeckis e com Harrison Ford e Michelle Pfeiffer, e finalmente por "Ecos do Além" (Stir of Echoes, 1999), de David Koepp e com Kevin Bacon, esse último baseado num livro do especialista Richard Matheson. Todos os três filmes, a propósito, possuem um nível de qualidade muito próximo, apresentando histórias interessantes e bem narradas, garantindo bons momentos de entretenimento.

"Ecos do Além" é uma bem contada história de fantasmas, apesar de inevitavelmente apresentar alguns elementos já vistos anteriormente pelo cinema fantástico. Sua idéia básica mostra um fantasma atormentado com o desejo de que o mundo saiba de seu assassinato e que seu corpo escondido seja localizado. Um pouco antes, em 1998, algo similar foi apresentado no filme japonês "Ringu" com a temível Sadako Yamamura (e que foi refilmado nos Estados Unidos em 2002 com a vingativa Samara Morgan). Mas é importante salientar que muitas pessoas se confundem e pensam que o "Ecos do Além" é uma cópia inferior de "O Sexto Sentido". A verdade é que ambos os filmes foram produzidos coincidentemente no mesmo período, utilizando elementos similares em suas tramas. Devemos lembrar que "Ecos do Além" foi baseado num livro de Richard Matheson escrito em 1958 e consequentemente muito antes do livro de Kôji Suzuki publicado em 1989 e que inspirou "Ringu", e também muito antes de M. Night Shyamalan escrever o roteiro de seu sucesso de bilheterias "O Sexto Sentido".

No filme de David Koepp não existem cenas fortes de violência e excesso de sangue em profusão, pois a história procurou se concentrar mais em elementos sobrenaturais com um suspense psicológico e horror sutil que conseguem envolver a atenção do espectador. Mas duas cenas em especial se destacam, que apesar de pouca carga de violência e intensidade, conseguem transmitir um sentimento perturbador e doloroso, mesmo sendo atitudes mais simples e de pouco sangue, quando comparadas a uma infinidade de atrocidades vistas em outros filmes. Primeiro é uma sequência onde num momento de alucinação e confusão mental, o protagonista Tom Witzky está olhando para seu reflexo num espelho no banheiro e começa a arrancar lentamente com as mãos um de seus dentes frontais, num processo agonizante para quem está testemunhando, como nós, a estranha atitude de auto flagelo (a qual mais tarde seria justificada numa importante revelação). Outra cena perturbadora é quando a jovem Samantha Kozac está tentando se defender de um estupro e ao pressionar sua mão contra o chão, lentamente vemos uma das unhas se desprendendo do dedo até a separação total, se constituindo certamente num ato carregado de muita dor.

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Título Original: Stir of Echoes
Gênero: Suspense
Qualidade: DVDRip
Formato: Rmvb
Áudio: Inglês
Legenda: Português

Carrie, A Estranha


Diretor novato e sem muito poder na indústria cinematográfica, Brian De Palma teve que esperar por vários meses a liberação do orçamento necessário para filmar “Carrie – A Estranha” (EUA, 1976). Enquanto aguardava o sinal verde da Fox, ele passava os dias no apartamento em que morava, trabalhando na pré-produção e planejando extensamente cada seqüência, cada cena, cada tomada do longa-metragem. O resultado foi um filme de horror mais inteligente do que a média, cuja enorme sofisticação visual lhe conferiu uma atmosfera fantástica, mesclando religião e insanidade. “Carrie” permanece como um dos melhores produtos saídos da mente de De Palma.

Curiosamente, o filme foi erguido sobre um fiapo de trama que, nas mãos de um diretor mais direto e despojado (alguém de estilo clássico, como Clint Eastwood ou John Ford, por exemplo) talvez não rendesse um longa-metragem. Estilista e amante de tomadas refinadas, com movimentos elaborados de câmera e ângulos impossíveis, o jovem cineasta usou o tempo extra de projeção para criar tomadas longas (e muitas vezes impressionantes). Este recurso torna o ritmo do filme mais lento do que o normal, mas injeta suspense e atmosfera sombria à história. O resultado é uma lenta mas firme jornada crescente de tensão, que explode num clímax alucinante de sangue e fogo, acrescido de um epílogo surpreendente que acabaria influenciando quase todos os filmes de horror feitos dali em diante.

Os dois primeiros planos-seqüência de “Carrie” dão uma boa medida do virtuosismo de Brian De Palma. Na primeira tomada, a câmera sobrevoa uma quadra escolar onde dois times de garotas jogam vôlei. Aos poucos, o foco vai fechando numa das meninas, com os olhos arregalados e expressão de pavor. Ela é Carrie (Sissy Spacek, em interpretação magnética). A garota é alvo do time adversário e não consegue segurar a bola, que cai. O time dela perde, e a reação das outras colegas deixa claro que Carrie é o patinho feio da escola – uma solitária, uma criança freak com problemas de relacionamento. Em um único take, o diretor apresenta os principais personagens, indica o protagonista e informa sobre sua condição especial.

Corta então para o vestiário feminino. Ao som de música clássica, a câmera lenta passeia entre as garotas no banho. Muitas delas estão nuas – “Carrie” foi um dos primeiros filmes de Hollywood a mostrar nudez feminina frontal. Novamente, De Palma procura Carrie White, isolada num canto, tomando uma ducha. De repente, o sangue escorre entre as pernas da ruivinha. Ela faz uma careta de medo e corre, gritando, pelo banheiro, antes que as outras garotas percebam que é a primeira menstruação da menina, e que ela não sabe o que isto significa. Obviamente, temos aqui mais um episódio em que ela é ridicularizada sem piedade pelas companheiras de classe.

Em casa, como descobriremos a seguir, a situação não é melhor – a mãe de Carrie (Piper Laurie), uma fanática religiosa, fecha as portas do mundo para a filha, obrigando-a a rezar num cubículo escuro, diante de uma imagem icônica um tanto macabra (perceba que a estátua fará par com uma imagem sangrenta e inesquecível, no momento mais dramático do filme). O interior da residência, cheia de linhas curvas, cantos escuros e objetos religiosos, é um primor de direção de arte; lembra uma capela gótica com um toque sombrio e assustador. Também não demoraremos a saber que Carrie possui um poder telecinético especial, conseguindo mover objetos com a força do pensamento.

A conclusão óbvia: dê um poder destes a alguém solitário e cheio de traumas, e a vida deste alguém vai desembocar em uma tragédia de proporções avassaladoras que, como nos melhores filmes de Hitchcock (influência básica de Brian De Palma), somente o público consegue antecipar. Na verdade, “Carrie” é um filme sólido de horror, mas que funciona perfeitamente como um ótimo estudo da solidão e do alienamento dos adolescentes. O sucesso comercial e artístico da película deu impulso à carreira do cineasta, que depois optaria por fazer obras tão estilizadas e cheias de referências a filmes clássicos (sobretudo de Hitchcock) que acabariam por mantê-lo, infelizmente, no segundo escalão dos grandes cineastas dos anos 1970.

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Título Original: Carrie
Gênero: Terror
Qualidade: DVDRip
Formato: Rmvb
Áudio: Inglês
Legenda: Português

quarta-feira, 8 de julho de 2009

Temos Vagas(Vacancy)


Na história do cinema de horror, snuff movies não são um assunto altamente explorado, entretanto, exercem grande curiosidade por parte dos espectadores. O ser humano tem já essa tendência de admirar e se interessar pela desgraça alheia, ao mesmo tempo que snuff movies raramente são agradáveis ao olhos. Violentos e angustiantes, tratam-se de filmagens reais de pessoas sendo torturadas e até mortas. Apesar de caracterizar um tema bastante forte para o genero de horror, não há grandes representantes recentes desse subgênero, como "Videodorme - Síndrome do Vídeo" e "Cannibal Holocaust". Isso, é claro, até "Temos Vagas".

David e Amy Fox não são o perfeito exemplo de marido e mulher. Vivendo já uma crise pré-divórcio, mantendo as aparências apenas para que compareçam às bodas dos pais de Amy, os dois vivem trocando farpas e alfinetadas. Dirigindo para a comemoração, David decide se desviar da Interestadual e pegar um atalho, que o leva à uma estrada deserta. Depois de desviar bruscamente de um guaxinim na pista, o carro passa a apresentar um barulho estranho, que os leva a parar no próximo posto onde são atentidos por um rapaz que recomenda ficarem num motel próximo, sugestão que o casal acata depois que o carro pára de funcionar de vez logo após o rapaz tê-lo "consertado". Sem hóspede algum a não ser os dois, logo o casal entende o motivo do lugar ser tão isolado e sinistro. O estabelecimento é utilizadocomo uma espécie de set para milhares de snuff movies aterrorizantes, alguns dos quais David encontra no próprio quarto onde estão hospedados. Não demora muito para perceberem que serão as próximas "estrelas" desses violentos filmes, e terão que se unir pelo menos mais essa vez para tentarem permanecer vivos pela noite.

Acredito que por ser caracterizado por uma violência extraordinariamente gratuita é que os snuff movies geralmente não são pontos de partida em filmes de horror, ou mesmo por não conseguir render um bom roteiro em volta de tal contexto. Verdade seja dita, "Temos Vagas" pouco tem a acrescentar para esse tema, mas ganharealmente em originalidade, em esconder, na maior parte do tempo, a violência da situação, deixando o choque para as reações das personagens principais. Exceto por alguns breves momentos, não vemos sangue nos vídeos que David e Amy eassistem, e mesmo durante o filme todo, pouco sangue pode ser visto. Ou seja, sua originalidade reside no fato de que um filme sobre violência gratuita seja assustador simplesmente pelo seu tom e construção e não apelar pela violência dos snuff movies assistidos. Iso não seria capaz de acontecer caso não estivesse por trás de tudo, um diretor talentoso como se mostrou ser Nimród Antal, em seu primeiro filme nos EUA. Contando com um cenário amplamente inspirado em "Psicose" (Psycho) (e até mesmo muito do ponto de partida do mesmo), Antal se faz uso de uma câmera extremamente habilidosa durante todo o filme, mesmo antes de todo o horror começar a acontecer, por exemplo, mostrando sempre David e Amy em quadros diferentes no carro e nunca juntos, representando a distância à qual os dois já se submeteram, mudando de figura já dentro no motel, em que se encontram na maior parte do tempo juntos, representando a nova união que foram forçados a realizar.

Funcionando perfeitamente como um tenso thriller de gato e rato, algo que não me impressionava no cinema de horror e suspense desde o fantástico "O Quarto do Pânico" (Panic Room), "Temos Vagas" conta exclusivamente com os dois atores principais para que carreguem o resto nas costas, o que funciona, de fato, graças às presenças carismáticas de Luke Wilson e Kate Backinsale. Wilson, em seu primeiro filme de suspense/terror não chega a impressionar como os cômicos Ryan Reynolds e Kate Hudson quando estes decidiram se aventurar no horror, mas ainda assim trás muito de seu bom humor habitual para o filme, fazendo com que sua personagem fique mais próxima do espectador. Já Beckinsale abandona o posto de heroína de histórias de horror fantástico e dá vida a uma heroína infinitamente mais humana do que os papéis que está acostumada a fazer, mas que comprova seu talento como "rainha do grito", protagonizando escelentes momentos de puro horror,como as cenas nos túneis ou mesmo próximo das cenas finais.

Perdendo força e impacto à medida que seu final se aproxima, "Temos Vagas" é excelente para comer as unhas, algo que não é muito fácil de acontecer hoje em dia. Infellizmente, como fruto da Indústria Cultural, o suspense perde um pouco de sua credibilidade ao final, quando suaviza um pouco os acontecimentos, o que eu considero uma forma de covardia. Embora, é claro, tenha torcido muito para os "mocinhos".

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Título Original: Vacancy
Gênero: Suspense
Qualidade: DVDRip
Formato: Rmvb
Áudio: Inglês
Legenda: Português

Piratas do Caribe 3, No Fim do Mundo


Cinco anos se passaram desde que Piratas do Caribe: A Maldição do Pérola Negra estreou nas telas do cinema. De lá para cá o filme estourou nas bilheterias do mundo chegando a arrecadar US$ 1 bilhão no segundo filme da trilogia. O ator Orlando Bloom, o elfo Legolas da superprodução “O Senhor dos Anéis” tornou-se astro, assim como sua companheira de set Keira Knightley, que recebeu até uma indicação ao Oscar. Já o astro Johnny Deep criou mais um personagem para sua extensa e diversificada galeria de estranhas figuras. Seu Capitão Jack Sparrow de trejeitos afeminados é um dos responsáveis pelo sucesso do filme e pela legião de fãs.

Neste terceiro longa que fecha a trilogia, Sparrow, que no final de Piratas do Caribe: O Baú da Morte fora engolido pelo gigantesco monstro Kraken, manipulado pelo diabólico Capitão Davy Jones (Bill Nighy), retorna ao mundo dos vivos. Com a ajuda de Elizabeth Swann (Keira Knightley), Will Turner (Orlando Bloom), de seu inimigo e agora ressuscitado Capitão Barbossa (Geoffrey Rush) e de sua tripulação, Sparrow é resgatado do fundo do mar. Mas o motivo para todos descerem a terra dos mortos não é um ato tão nobre. A arriscada jornada tem como missão impedir que o ganancioso Lord Cutter Beckett (Tom Hollander), representante das Índias Orientais, de posse do baú que guarda o segredo do impiedoso Capitão Jones, seja usado para exterminar todos os piratas.

E para esta nova aventura o diretor Gore Verbinski convidou vários astros. Dentre eles, Chow-Yun Fat. Na pele do Capitão Sao Feng, chefe da pirataria de Cingapura, ele se une ao lado dos Nove Lordes da Corte da Irmandade, para derrotar o inimigo. Para os mais atentos há uma pequena passagem do guitarrista dos Rolling Stones, Keith Richards, convidado pelo próprio Deep para viver seu pai, o Capitão Teague Sparrow.

Romance, aventura e cenas de ação grandiosas completam o filme. A cena de batalha dentro de um gigantesco redemoinho que se forma no mar, enquanto os tripulantes dos navios duelam, é impressionante, longa e uma das que fazem Piratas do Caribe: No Fim do Mundo um filme divertidíssimo. Uma sessão pipoca com direito a mais de duas horas e meia de duração.

Piratas do Caribe: No Fim do Mundo encerra uma das mais rentaveis trilogias do cinema

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Título Original: Pirates of the Caribbean: At World’s End
Gênero: Aventura
Tempo de Duração: 168 min
Ano de Lançamento: 2007
Qualidade: DVDRip
Formato: Rmvb (RAR)
Áudio: Inglês
Legenda: Português
Tamanho: 584 mb